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Bem Estar

Síndrome faz com que paciente pense que familiares são 'impostores'


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09/09/2018

A condição mental faz com que o paciente duvide da verdadeira identidade dos familiares.

 

Até mesmo os neurocientistas admitem que a mente humana é um "grande mistério". Prova disso é a existência de vários distúrbios mentais com causa ainda desconhecida. Entre os transtornos desse tipo existem alguns bastante estranhos e, até mesmo, assustadores, como é o caso da Síndrome de Capgras.

 

Esse distúrbio faz com que a pessoa afetada acredite que seus familiares mais próximos – como pais, cônjuges, irmãos e até os filhos – são, na verdade, impostores. Ou seja, na visão do doente, seus entes queridos foram substituídos por pessoas que estão fingindo se passar por eles, como explica uma matéria publicada pela emissora britânica BBC.

 

A origem da Síndrome de Capgras ainda é desconhecida, mas os cientistas acreditam na possibilidade de que a causa esteja relacionada a possíveis "danos na conexão entre as áreas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial". Isso afetaria a resposta da mente nos momentos em que a pessoa vê um membro da família. Neste caso, o cérebro não confirmaria que o rosto do parente seria um semblante conhecido, transformando o indivíduo que está à frente do paciente numa espécie de "farsante".

 

Ao contrário do que se possa imaginar, essa condição psicológica não faz com que o doente veja pais, irmãos ou cônjuges como desconhecidos. Na verdade, conforme a BBC, o doente sabe que os rostos são familiares, porém, crê que esses indivíduos não são quem dizem ser. Tanto que, ainda segundo a emissora britânica, há casos em que a pessoa afetada reconhece o parente numa conversa por telefone, mas quando fica frente a frente com ele, acredita ser um impostor, anulando o sentimento de afeto que deveria existir normalmente, podendo gerar, inclusive, um comportamento violento por parte do doente.

 

 

Caso de 1995

 

Uma das pessoas registradas com esse distúrbio é o galês Alan Davies. A BBC relata que, após sofrer um acidente de carro no ano de 1995, ele se convenceu de que sua esposa Christine tinha morrido na batida, quando, na realidade, isso não aconteceu. Ela sofreu uma lesão na coluna, mas sobreviveu ao acidente. Ainda assim, para Alan, a mulher que estava casada com ele era uma impostora que estava se passando por sua "antiga" companheira. Com isso, ele perdeu o amor que sentia pela própria cônjuge.

 

 

Origem

 

Vale dizer que o nome da síndrome está ligado ao sobrenome do psiquiatra francês Joseph Capgras (1873-1950), que foi o primeiro a documentá-la, no início dos anos 1920. Juntamente com o colega Jean Reboul-Lachaux, Capgras descreveu o caso de uma mulher de 53 anos que sofria desse tipo de transtorno mental. Para a paciente francesa, o marido, os filhos e até as empregadas domésticas eram impostores que planejavam roubar sua identidade e ficar com toda a herança.

 

De acordo com a BBC, outros inúmeros casos foram relatados desde então, muitos documentados em jornais científicos. Exemplo disso é um artigo, intitulado Capgras Syndrome and Dangerousness (Síndrome de Capgras e sua Periculosidade), publicado em 1989 no Boletim da Academia Americana de Direito e Psiquiatria, de autoria dos cientistas Arturo Silva, Gregory Leong, Robert Weinstock, que descrevem pelo menos quatro casos de pacientes que foram estudados por eles e que sofriam com a Síndrome de Capgras.

A condição mental faz com que o paciente duvide da verdadeira identidade dos familiares.


 


Até mesmo os neurocientistas admitem que a mente humana é um "grande mistério". Prova disso é a existência de vários distúrbios mentais com causa ainda desconhecida. Entre os transtornos desse tipo existem alguns bastante estranhos e, até mesmo, assustadores, como é o caso da Síndrome de Capgras.


 


Esse distúrbio faz com que a pessoa afetada acredite que seus familiares mais próximos – como pais, cônjuges, irmãos e até os filhos – são, na verdade, impostores. Ou seja, na visão do doente, seus entes queridos foram substituídos por pessoas que estão fingindo se passar por eles, como explica uma matéria publicada pela emissora britânica BBC.


 


A origem da Síndrome de Capgras ainda é desconhecida, mas os cientistas acreditam na possibilidade de que a causa esteja relacionada a possíveis "danos na conexão entre as áreas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial". Isso afetaria a resposta da mente nos momentos em que a pessoa vê um membro da família. Neste caso, o cérebro não confirmaria que o rosto do parente seria um semblante conhecido, transformando o indivíduo que está à frente do paciente numa espécie de "farsante".


 


Ao contrário do que se possa imaginar, essa condição psicológica não faz com que o doente veja pais, irmãos ou cônjuges como desconhecidos. Na verdade, conforme a BBC, o doente sabe que os rostos são familiares, porém, crê que esses indivíduos não são quem dizem ser. Tanto que, ainda segundo a emissora britânica, há casos em que a pessoa afetada reconhece o parente numa conversa por telefone, mas quando fica frente a frente com ele, acredita ser um impostor, anulando o sentimento de afeto que deveria existir normalmente, podendo gerar, inclusive, um comportamento violento por parte do doente.


 


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Caso de 1995


 


Uma das pessoas registradas com esse distúrbio é o galês Alan Davies. A BBC relata que, após sofrer um acidente de carro no ano de 1995, ele se convenceu de que sua esposa Christine tinha morrido na batida, quando, na realidade, isso não aconteceu. Ela sofreu uma lesão na coluna, mas sobreviveu ao acidente. Ainda assim, para Alan, a mulher que estava casada com ele era uma impostora que estava se passando por sua "antiga" companheira. Com isso, ele perdeu o amor que sentia pela própria cônjuge.


 


 


Origem


 


Vale dizer que o nome da síndrome está ligado ao sobrenome do psiquiatra francês Joseph Capgras (1873-1950), que foi o primeiro a documentá-la, no início dos anos 1920. Juntamente com o colega Jean Reboul-Lachaux, Capgras descreveu o caso de uma mulher de 53 anos que sofria desse tipo de transtorno mental. Para a paciente francesa, o marido, os filhos e até as empregadas domésticas eram impostores que planejavam roubar sua identidade e ficar com toda a herança.


 


De acordo com a BBC, outros inúmeros casos foram relatados desde então, muitos documentados em jornais científicos. Exemplo disso é um artigo, intitulado Capgras Syndrome and Dangerousness (Síndrome de Capgras e sua Periculosidade), publicado em 1989 no Boletim da Academia Americana de Direito e Psiquiatria, de autoria dos cientistas Arturo Silva, Gregory Leong, Robert Weinstock, que descrevem pelo menos quatro casos de pacientes que foram estudados por eles e que sofriam com a Síndrome de Capgras.


A condição mental faz com que o paciente duvide da verdadeira identidade dos familiares.



Até mesmo os neurocientistas admitem que a mente humana é um "grande mistério". Prova disso é a existência de vários distúrbios mentais com causa ainda desconhecida. Entre os transtornos desse tipo existem alguns bastante estranhos e, até mesmo, assustadores, como é o caso da Síndrome de Capgras.



Esse distúrbio faz com que a pessoa afetada acredite que seus familiares mais próximos – como pais, cônjuges, irmãos e até os filhos – são, na verdade, impostores. Ou seja, na visão do doente, seus entes queridos foram substituídos por pessoas que estão fingindo se passar por eles, como explica uma matéria publicada pela emissora britânica BBC.



A origem da Síndrome de Capgras ainda é desconhecida, mas os cientistas acreditam na possibilidade de que a causa esteja relacionada a possíveis "danos na conexão entre as áreas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial". Isso afetaria a resposta da mente nos momentos em que a pessoa vê um membro da família. Neste caso, o cérebro não confirmaria que o rosto do parente seria um semblante conhecido, transformando o indivíduo que está à frente do paciente numa espécie de "farsante".



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Caso de 1995



Uma das pessoas registradas com esse distúrbio é o galês Alan Davies. A BBC relata que, após sofrer um acidente de carro no ano de 1995, ele se convenceu de que sua esposa Christine tinha morrido na batida, quando, na realidade, isso não aconteceu. Ela sofreu uma lesão na coluna, mas sobreviveu ao acidente. Ainda assim, para Alan, a mulher que estava casada com ele era uma impostora que estava se passando por sua "antiga" companheira. Com isso, ele perdeu o amor que sentia pela própria cônjuge.



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Origem



Vale dizer que o nome da síndrome está ligado ao sobrenome do psiquiatra francês Joseph Capgras (1873-1950), que foi o primeiro a documentá-la, no início dos anos 1920. Juntamente com o colega Jean Reboul-Lachaux, Capgras descreveu o caso de uma mulher de 53 anos que sofria desse tipo de transtorno mental. Para a paciente francesa, o marido, os filhos e até as empregadas domésticas eram impostores que planejavam roubar sua identidade e ficar com toda a herança.



De acordo com a BBC, outros inúmeros casos foram relatados desde então, muitos documentados em jornais científicos. Exemplo disso é um artigo, intitulado Capgras Syndrome and Dangerousness (Síndrome de Capgras e sua Periculosidade), publicado em 1989 no Boletim da Academia Americana de Direito e Psiquiatria, de autoria dos cientistas Arturo Silva, Gregory Leong, Robert Weinstock, que descrevem pelo menos quatro casos de pacientes que foram estudados por eles e que sofriam com a Síndrome de Capgras.



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