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Bem Estar

Estudo revela que consumo de adoçantes pode reduzir a fertilidade feminina


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12/08/2018

O consumo dos substitutos do açúcar reduz em até 30% a chance de gravidez in vitro e aumenta em 38% o risco de parto prematuro.

 

No mundo, 40 milhões de mulheres têm algum tipo de dificuldade para engravidar — 5 milhões delas estão no Brasil. Para cerca de metade, a técnica artificial de reprodução é uma alternativa. O número de mulheres que recorrem à fertilização in vitro, método de laboratório que forma o embrião fora do útero, aumentou 300% nos últimos trinta anos. Os motivos desse crescimento são compreensíveis.

 

As chances de uma concepção natural resultar numa gravidez bem-­sucedida são de 30% para mulheres com idade de 20 a 30 anos. Depois dos 35 anos, esse índice cai para menos de 15%. Aos 40 anos, despenca para 5%. Já na fertilização in vitro, a taxa de sucesso chega hoje a 40%. Mas, apesar de relativamente alta, ela não se altera há pelo menos cinco anos. Agora, um novo estudo revela o que pode ser uma das barreiras a impedir o crescimento desse índice.

 

O estudo foi publicado na prestigiosa Reproductive BioMedicine Online, revista que representa oito sociedades médicas especializadas em reprodução de diversos países. Ele mostra que a ingestão diária, ao longo de seis meses, do equivalente a mais de uma lata de refrigerante nas versões light e zero, ou uma xícara de 240 mililitros de café adoçado artificialmente, reduz em até 30% as chances de gravidez pela técnica da reprodução assistida.

 

O estudo constatou que a ingestão frequente de adoçantes prejudica a qualidade dos óvulos e reduz a taxa de sucesso de fixação do embrião no útero. Realizado pelas instituições brasileiras Fertility Medical Group e Instituto Sapientiae, o trabalho analisou 5 548 óvulos de 524 mulheres com idade média de 36 anos. Como todas as voluntárias haviam se submetido à técnica de reprodução assistida, as conclusões do estudo, por enquanto, só podem ser aplicadas às que recorrem a esse método de concepção. Ou seja: não se avaliou o efeito dos adoçantes no índice de uma gravidez natural.

 

O estudo não informa se a redução ou a abstenção de adoçantes pode reverter os danos causados aos óvulos. Diz o médico Edson Borges, diretor da Clínica Fertility, em São Paulo, coordenador do trabalho: “O mecanismo exato de ação dos adoçantes ainda precisa ser estudado em detalhes, mas a hipótese mais provável é que eles deflagrem um efeito inflamatório no organismo da mulher”. A inflamação causada pelo contato crônico com o adoçante liberaria a citocina, substância que afeta a formação normal do óvulo e a saúde do útero.

 

Adoçantes já haviam sido associados ao parto prematuro. Uma pesquisa dinamarquesa, realizada pelo Instituto Statens Serum com 59 334 mulheres, concluiu que o consumo diário de pelo menos um refrigerante adoçado artificialmente aumentava o risco de parto prematuro em impressionantes 38%.

 

A hipótese mais aven­tada nesse caso é que os compostos dos adoçantes são quebrados em substâncias químicas que alteram o ambiente uterino. Anor­malidades na função ovulatória são o principal problema das mulheres que não conseguem engravidar. Para elas, a descoberta dos brasileiros, além de abrir uma frente importante de pesquisas, pode significar o início da realização de um sonho.

O consumo dos substitutos do açúcar reduz em até 30% a chance de gravidez in vitro e aumenta em 38% o risco de parto prematuro.


 


No mundo, 40 milhões de mulheres têm algum tipo de dificuldade para engravidar — 5 milhões delas estão no Brasil. Para cerca de metade, a técnica artificial de reprodução é uma alternativa. O número de mulheres que recorrem à fertilização in vitro, método de laboratório que forma o embrião fora do útero, aumentou 300% nos últimos trinta anos. Os motivos desse crescimento são compreensíveis.


 


As chances de uma concepção natural resultar numa gravidez bem-­sucedida são de 30% para mulheres com idade de 20 a 30 anos. Depois dos 35 anos, esse índice cai para menos de 15%. Aos 40 anos, despenca para 5%. Já na fertilização in vitro, a taxa de sucesso chega hoje a 40%. Mas, apesar de relativamente alta, ela não se altera há pelo menos cinco anos. Agora, um novo estudo revela o que pode ser uma das barreiras a impedir o crescimento desse índice.


 


O estudo foi publicado na prestigiosa Reproductive BioMedicine Online, revista que representa oito sociedades médicas especializadas em reprodução de diversos países. Ele mostra que a ingestão diária, ao longo de seis meses, do equivalente a mais de uma lata de refrigerante nas versões light e zero, ou uma xícara de 240 mililitros de café adoçado artificialmente, reduz em até 30% as chances de gravidez pela técnica da reprodução assistida.


PATROCINADORES

 


O estudo constatou que a ingestão frequente de adoçantes prejudica a qualidade dos óvulos e reduz a taxa de sucesso de fixação do embrião no útero. Realizado pelas instituições brasileiras Fertility Medical Group e Instituto Sapientiae, o trabalho analisou 5 548 óvulos de 524 mulheres com idade média de 36 anos. Como todas as voluntárias haviam se submetido à técnica de reprodução assistida, as conclusões do estudo, por enquanto, só podem ser aplicadas às que recorrem a esse método de concepção. Ou seja: não se avaliou o efeito dos adoçantes no índice de uma gravidez natural.


 


O estudo não informa se a redução ou a abstenção de adoçantes pode reverter os danos causados aos óvulos. Diz o médico Edson Borges, diretor da Clínica Fertility, em São Paulo, coordenador do trabalho: “O mecanismo exato de ação dos adoçantes ainda precisa ser estudado em detalhes, mas a hipótese mais provável é que eles deflagrem um efeito inflamatório no organismo da mulher”. A inflamação causada pelo contato crônico com o adoçante liberaria a citocina, substância que afeta a formação normal do óvulo e a saúde do útero.


 


Adoçantes já haviam sido associados ao parto prematuro. Uma pesquisa dinamarquesa, realizada pelo Instituto Statens Serum com 59 334 mulheres, concluiu que o consumo diário de pelo menos um refrigerante adoçado artificialmente aumentava o risco de parto prematuro em impressionantes 38%.


 


A hipótese mais aven­tada nesse caso é que os compostos dos adoçantes são quebrados em substâncias químicas que alteram o ambiente uterino. Anor­malidades na função ovulatória são o principal problema das mulheres que não conseguem engravidar. Para elas, a descoberta dos brasileiros, além de abrir uma frente importante de pesquisas, pode significar o início da realização de um sonho.


O consumo dos substitutos do açúcar reduz em até 30% a chance de gravidez in vitro e aumenta em 38% o risco de parto prematuro.



No mundo, 40 milhões de mulheres têm algum tipo de dificuldade para engravidar — 5 milhões delas estão no Brasil. Para cerca de metade, a técnica artificial de reprodução é uma alternativa. O número de mulheres que recorrem à fertilização in vitro, método de laboratório que forma o embrião fora do útero, aumentou 300% nos últimos trinta anos. Os motivos desse crescimento são compreensíveis.



As chances de uma concepção natural resultar numa gravidez bem-­sucedida são de 30% para mulheres com idade de 20 a 30 anos. Depois dos 35 anos, esse índice cai para menos de 15%. Aos 40 anos, despenca para 5%. Já na fertilização in vitro, a taxa de sucesso chega hoje a 40%. Mas, apesar de relativamente alta, ela não se altera há pelo menos cinco anos. Agora, um novo estudo revela o que pode ser uma das barreiras a impedir o crescimento desse índice.



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O estudo foi publicado na prestigiosa Reproductive BioMedicine Online, revista que representa oito sociedades médicas especializadas em reprodução de diversos países. Ele mostra que a ingestão diária, ao longo de seis meses, do equivalente a mais de uma lata de refrigerante nas versões light e zero, ou uma xícara de 240 mililitros de café adoçado artificialmente, reduz em até 30% as chances de gravidez pela técnica da reprodução assistida.



O estudo constatou que a ingestão frequente de adoçantes prejudica a qualidade dos óvulos e reduz a taxa de sucesso de fixação do embrião no útero. Realizado pelas instituições brasileiras Fertility Medical Group e Instituto Sapientiae, o trabalho analisou 5 548 óvulos de 524 mulheres com idade média de 36 anos. Como todas as voluntárias haviam se submetido à técnica de reprodução assistida, as conclusões do estudo, por enquanto, só podem ser aplicadas às que recorrem a esse método de concepção. Ou seja: não se avaliou o efeito dos adoçantes no índice de uma gravidez natural.



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O estudo não informa se a redução ou a abstenção de adoçantes pode reverter os danos causados aos óvulos. Diz o médico Edson Borges, diretor da Clínica Fertility, em São Paulo, coordenador do trabalho: “O mecanismo exato de ação dos adoçantes ainda precisa ser estudado em detalhes, mas a hipótese mais provável é que eles deflagrem um efeito inflamatório no organismo da mulher”. A inflamação causada pelo contato crônico com o adoçante liberaria a citocina, substância que afeta a formação normal do óvulo e a saúde do útero.



Adoçantes já haviam sido associados ao parto prematuro. Uma pesquisa dinamarquesa, realizada pelo Instituto Statens Serum com 59 334 mulheres, concluiu que o consumo diário de pelo menos um refrigerante adoçado artificialmente aumentava o risco de parto prematuro em impressionantes 38%.



A hipótese mais aven­tada nesse caso é que os compostos dos adoçantes são quebrados em substâncias químicas que alteram o ambiente uterino. Anor­malidades na função ovulatória são o principal problema das mulheres que não conseguem engravidar. Para elas, a descoberta dos brasileiros, além de abrir uma frente importante de pesquisas, pode significar o início da realização de um sonho.



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