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Chuva de granizo: por que ela acontece – e quais foram os piores casos


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08/08/2018

Descubra como se proteger das pedradas – e, de quebra, conheça as chuvas de granizo que mais deram prejuízo na história.

 

Uma verdadeira saraivada atingiu Belo Horizonte na noite desta segunda-feira (6). A chuva de granizo que caiu sobre a capital mineira destruiu telhados, derrubou árvores, alagou ruas, provocou deslizamentos e queda de energia. Até o Campeonato Brasileiro de Futebol foi afetado: o jogo entre Atlético Mineiro e Internacional, no estádio do Independência, teve que ser interrompido duas vezes (o que parece ter prejudicado os anfitriões, que perderam de 1 a 0 para o Colorado).

 

O fenômeno – atribuído ao encontro de uma frente fria com uma massa de ar quente que pairava sobre BH – ocorre quando se formam as chamadas cúmulos-nimbos, nuvens gigantes que chegam a 15 quilômetros de altitude. Mas bastam 5 quilômetros (onde a temperatura já é inferior a 0ºC) para que as gotinhas de água que formam a nuvem virem pedras congeladas. E, quanto mais sobem as cúmulos-nimbos, maiores vão ficando os granizos.

 

Felizmente, eles só chegam ao solo (aka destroem casas, carros e cidades) quando as correntes de ar que os empurram para cima são mais fracas do que as que os direcionam para baixo – o que dificilmente acontece. Em dias mais quentes, a pedrinha derrete na atmosfera e cai em forma líquida.

 

A Secretaria Nacional de Defesa Civil dá algumas dicas básicas para se proteger das pedradas. Não custa reforçá-las: evite ficar sob coberturas metálicas (o risco de elas serem perfuradas pelo granizo é alto). Caso esteja de carro, estacione o veículo em local fechado e, de preferência, longe de torres de transmissão ou placas de propaganda. E passe longe de construções mal-acabadas – nada como um bom peteleco de gelo para finalmente derrubar algo que está prestes a cair.

 

Muito mais divertido do que salvar a própria pele é salvar a de uma árvore. Plantações de maçã, pera e pêssego estão entre as mais vulneráveis aos estragos causados pelo granizo. Mas o problema pode ser minimizado utilizando-se foguetes abastecidos com iodeto de prata. Funciona assim: um radar identifica uma nuvem cúmulo-nimbo com granizo e envia sinais a uma estação onde se encontra a bateria de foguetes, que são prontamente posicionados e lançados em direção à nuvem. Depois de um tempo, eles explodem e espalham o composto, que reage com as pedrinhas e as dissolve. Bingo: as frutas estão a salvo do bombardeio.

 

Se você assustou com o granizo mineiro, saiba que o tamanho pão de queijo não é nem de longe o maior que o gelo cadente pode alcançar. O caso mais pesado da história se deu em Bangladesh, em 1986, quando choveram pedregulhos de 1 quilo.

 

Outro episódio triste rolou em 1888, em Moradabad, na Índia, quando 246 pessoas morreram devido a uma chuva de granizo. Os fragmentos foram comparados a bolas de críquete, laranjas ou ovos de ganso – e demoliram 2 mil residências. Um dos pouco relatos que ficaram da ocasião é do britânico Sir John Eliot, que na época reportava os acontecimentos meteorológicos da ex-colônia inglesa (a Índia ficou sob domínio inglês até 1947). 

 

Ele conta (em terceira mão – o relato passou por dos pesquisadores americanos antes de ser impresso): “…uma incrível tempestade de granizo se seguiu, e quebrou todas as janelas e portas de vidro. As sacadas foram levadas pelo vento. Uma grande porção do teto caiu, e um enorme portal de alvenaria desabou. As paredes balançaram, estava escuro lá fora, e pedras de gelo imensas eram arremessadas contra o solo com uma força que nunca vi igual.” A Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, mantém um registro detalhado desses e outros granizos épicos.

 

Mas se o século 19 é vintage demais para você, fique com um caso contemporâneo. Em 1995, na cidade de Fort Worth, no Texas, uma chuva com pedras de mais de 10 centímetros feriu 90 pessoas e causou US$ 2 bilhões de prejuízo – de acordo com Jennifer Miller, meteorologista da Universidade Estadual da Pensilvânia, esse foi um dos 10 desastres naturais mais custosos da história das companhias de seguros.

Descubra como se proteger das pedradas – e, de quebra, conheça as chuvas de granizo que mais deram prejuízo na história.


 


Uma verdadeira saraivada atingiu Belo Horizonte na noite desta segunda-feira (6). A chuva de granizo que caiu sobre a capital mineira destruiu telhados, derrubou árvores, alagou ruas, provocou deslizamentos e queda de energia. Até o Campeonato Brasileiro de Futebol foi afetado: o jogo entre Atlético Mineiro e Internacional, no estádio do Independência, teve que ser interrompido duas vezes (o que parece ter prejudicado os anfitriões, que perderam de 1 a 0 para o Colorado).


 


O fenômeno – atribuído ao encontro de uma frente fria com uma massa de ar quente que pairava sobre BH – ocorre quando se formam as chamadas cúmulos-nimbos, nuvens gigantes que chegam a 15 quilômetros de altitude. Mas bastam 5 quilômetros (onde a temperatura já é inferior a 0ºC) para que as gotinhas de água que formam a nuvem virem pedras congeladas. E, quanto mais sobem as cúmulos-nimbos, maiores vão ficando os granizos.


 


Felizmente, eles só chegam ao solo (aka destroem casas, carros e cidades) quando as correntes de ar que os empurram para cima são mais fracas do que as que os direcionam para baixo – o que dificilmente acontece. Em dias mais quentes, a pedrinha derrete na atmosfera e cai em forma líquida.


 


A Secretaria Nacional de Defesa Civil dá algumas dicas básicas para se proteger das pedradas. Não custa reforçá-las: evite ficar sob coberturas metálicas (o risco de elas serem perfuradas pelo granizo é alto). Caso esteja de carro, estacione o veículo em local fechado e, de preferência, longe de torres de transmissão ou placas de propaganda. E passe longe de construções mal-acabadas – nada como um bom peteleco de gelo para finalmente derrubar algo que está prestes a cair.


PATROCINADORES

 


Muito mais divertido do que salvar a própria pele é salvar a de uma árvore. Plantações de maçã, pera e pêssego estão entre as mais vulneráveis aos estragos causados pelo granizo. Mas o problema pode ser minimizado utilizando-se foguetes abastecidos com iodeto de prata. Funciona assim: um radar identifica uma nuvem cúmulo-nimbo com granizo e envia sinais a uma estação onde se encontra a bateria de foguetes, que são prontamente posicionados e lançados em direção à nuvem. Depois de um tempo, eles explodem e espalham o composto, que reage com as pedrinhas e as dissolve. Bingo: as frutas estão a salvo do bombardeio.


 


Se você assustou com o granizo mineiro, saiba que o tamanho pão de queijo não é nem de longe o maior que o gelo cadente pode alcançar. O caso mais pesado da história se deu em Bangladesh, em 1986, quando choveram pedregulhos de 1 quilo.


 


Outro episódio triste rolou em 1888, em Moradabad, na Índia, quando 246 pessoas morreram devido a uma chuva de granizo. Os fragmentos foram comparados a bolas de críquete, laranjas ou ovos de ganso – e demoliram 2 mil residências. Um dos pouco relatos que ficaram da ocasião é do britânico Sir John Eliot, que na época reportava os acontecimentos meteorológicos da ex-colônia inglesa (a Índia ficou sob domínio inglês até 1947). 


 


Ele conta (em terceira mão – o relato passou por dos pesquisadores americanos antes de ser impresso): “…uma incrível tempestade de granizo se seguiu, e quebrou todas as janelas e portas de vidro. As sacadas foram levadas pelo vento. Uma grande porção do teto caiu, e um enorme portal de alvenaria desabou. As paredes balançaram, estava escuro lá fora, e pedras de gelo imensas eram arremessadas contra o solo com uma força que nunca vi igual.” A Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, mantém um registro detalhado desses e outros granizos épicos.


 


Mas se o século 19 é vintage demais para você, fique com um caso contemporâneo. Em 1995, na cidade de Fort Worth, no Texas, uma chuva com pedras de mais de 10 centímetros feriu 90 pessoas e causou US$ 2 bilhões de prejuízo – de acordo com Jennifer Miller, meteorologista da Universidade Estadual da Pensilvânia, esse foi um dos 10 desastres naturais mais custosos da história das companhias de seguros.


Descubra como se proteger das pedradas – e, de quebra, conheça as chuvas de granizo que mais deram prejuízo na história.



Uma verdadeira saraivada atingiu Belo Horizonte na noite desta segunda-feira (6). A chuva de granizo que caiu sobre a capital mineira destruiu telhados, derrubou árvores, alagou ruas, provocou deslizamentos e queda de energia. Até o Campeonato Brasileiro de Futebol foi afetado: o jogo entre Atlético Mineiro e Internacional, no estádio do Independência, teve que ser interrompido duas vezes (o que parece ter prejudicado os anfitriões, que perderam de 1 a 0 para o Colorado).



O fenômeno – atribuído ao encontro de uma frente fria com uma massa de ar quente que pairava sobre BH – ocorre quando se formam as chamadas cúmulos-nimbos, nuvens gigantes que chegam a 15 quilômetros de altitude. Mas bastam 5 quilômetros (onde a temperatura já é inferior a 0ºC) para que as gotinhas de água que formam a nuvem virem pedras congeladas. E, quanto mais sobem as cúmulos-nimbos, maiores vão ficando os granizos.



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Felizmente, eles só chegam ao solo (aka destroem casas, carros e cidades) quando as correntes de ar que os empurram para cima são mais fracas do que as que os direcionam para baixo – o que dificilmente acontece. Em dias mais quentes, a pedrinha derrete na atmosfera e cai em forma líquida.



A Secretaria Nacional de Defesa Civil dá algumas dicas básicas para se proteger das pedradas. Não custa reforçá-las: evite ficar sob coberturas metálicas (o risco de elas serem perfuradas pelo granizo é alto). Caso esteja de carro, estacione o veículo em local fechado e, de preferência, longe de torres de transmissão ou placas de propaganda. E passe longe de construções mal-acabadas – nada como um bom peteleco de gelo para finalmente derrubar algo que está prestes a cair.



Muito mais divertido do que salvar a própria pele é salvar a de uma árvore. Plantações de maçã, pera e pêssego estão entre as mais vulneráveis aos estragos causados pelo granizo. Mas o problema pode ser minimizado utilizando-se foguetes abastecidos com iodeto de prata. Funciona assim: um radar identifica uma nuvem cúmulo-nimbo com granizo e envia sinais a uma estação onde se encontra a bateria de foguetes, que são prontamente posicionados e lançados em direção à nuvem. Depois de um tempo, eles explodem e espalham o composto, que reage com as pedrinhas e as dissolve. Bingo: as frutas estão a salvo do bombardeio.



PATROCINADORES

Se você assustou com o granizo mineiro, saiba que o tamanho pão de queijo não é nem de longe o maior que o gelo cadente pode alcançar. O caso mais pesado da história se deu em Bangladesh, em 1986, quando choveram pedregulhos de 1 quilo.



Outro episódio triste rolou em 1888, em Moradabad, na Índia, quando 246 pessoas morreram devido a uma chuva de granizo. Os fragmentos foram comparados a bolas de críquete, laranjas ou ovos de ganso – e demoliram 2 mil residências. Um dos pouco relatos que ficaram da ocasião é do britânico Sir John Eliot, que na época reportava os acontecimentos meteorológicos da ex-colônia inglesa (a Índia ficou sob domínio inglês até 1947). 



Ele conta (em terceira mão – o relato passou por dos pesquisadores americanos antes de ser impresso): “…uma incrível tempestade de granizo se seguiu, e quebrou todas as janelas e portas de vidro. As sacadas foram levadas pelo vento. Uma grande porção do teto caiu, e um enorme portal de alvenaria desabou. As paredes balançaram, estava escuro lá fora, e pedras de gelo imensas eram arremessadas contra o solo com uma força que nunca vi igual.” A Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, mantém um registro detalhado desses e outros granizos épicos.



Mas se o século 19 é vintage demais para você, fique com um caso contemporâneo. Em 1995, na cidade de Fort Worth, no Texas, uma chuva com pedras de mais de 10 centímetros feriu 90 pessoas e causou US$ 2 bilhões de prejuízo – de acordo com Jennifer Miller, meteorologista da Universidade Estadual da Pensilvânia, esse foi um dos 10 desastres naturais mais custosos da história das companhias de seguros.



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