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Entretenimento e Curiosidade

Tatiane Spitzner foi vítima de uxoricídio. Sabe o que significa?


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07/08/2018

Por Diogo Arrais

 

Para além de feminicídio, morte da jovem advogada também é classificada como uxoricídio. Professor de português explica o que significa.

 

Confesso que as notícias ruins abalam meu dia, minha energia. Algumas delas, no entanto, não são ruins, são abomináveis, como a da morte da jovem advogada Tatiane Spitzner.

 

Fui ao dicionário Aurélio, em sua mais recente edição, procurar o sentido de “feminicídio“: termo não encontrado. No Aulete e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o termo também ainda não existe, sendo tratado como um neologismo: uso de palavra ou expressão nova, geralmente com base em léxico, semântica e sintaxe preexistentes, na mesma língua ou em outra.

 

Apesar de o uso dessa palavra não ser tão recente assim, é – no mínimo – educativo e emergencial que a nossa sociedade conscientize-se sobre o horrendo “feminicídio”: crime previsto no Código Penal Brasileiro, quando cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino; morte de uma mulher por razões de gênero ou pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher que é qualificadora do homicídio.

 

 

Em artigo jurídico de Francisco Dirceu Barros, pude encontrar as seguintes terminologias:

 

  1. femicídio: morte de uma mulher;
  2. feminicídio: morte de uma mulher por razões de gênero ou pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher que é qualificadora do homicídio;
  3. uxoricídio: assassinato em que o marido mata a própria esposa;
  4. parricídio: assassinato pelo filho do próprio pai;
  5. matricídio: matar a própria mãe;
  6. fratricídio: matar o próprio irmão;
  7. ambicídio: quando as mortes decorrem de um pacto.”

 

Além disso, nas mídias sociais, infelizmente é vista banalizada outra palavra, com lamentável significação e sobre a qual precisamos refletir muito: “misoginia”.

 

Com registro sim nos nossos principais dicionários, misoginia, substantivo feminino, compreende o ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino e às características a ele associadas, sejam mulheres ou meninas; violência contra a Mulher. O antônimo é “filoginia”.

 

Antes de este espaço ser sobre a nossa Língua Portuguesa, é um espaço sobre quem a usa: pessoas. Nós precisamos lutar juntos para que os crimes contra a Mulher possam ser eliminados da Sociedade. Que o respeito – o mínimo que um ser humano merece – exista de fato.

 

Ver nos principais jornais feminicídios e ações misóginas, tais como as contra Tatiana Spitzner e contra tantas outras mulheres, é triste. Triste demais. Pelo amor de Tudo, justiça! Somente com educação das novas e atuais gerações, poderemos ter um amanhã mais esperançoso.

Por Diogo Arrais


 


Para além de feminicídio, morte da jovem advogada também é classificada como uxoricídio. Professor de português explica o que significa.


 


Confesso que as notícias ruins abalam meu dia, minha energia. Algumas delas, no entanto, não são ruins, são abomináveis, como a da morte da jovem advogada Tatiane Spitzner.


 


Fui ao dicionário Aurélio, em sua mais recente edição, procurar o sentido de “feminicídio“: termo não encontrado. No Aulete e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o termo também ainda não existe, sendo tratado como um neologismo: uso de palavra ou expressão nova, geralmente com base em léxico, semântica e sintaxe preexistentes, na mesma língua ou em outra.


 


Apesar de o uso dessa palavra não ser tão recente assim, é – no mínimo – educativo e emergencial que a nossa sociedade conscientize-se sobre o horrendo “feminicídio”: crime previsto no Código Penal Brasileiro, quando cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino; morte de uma mulher por razões de gênero ou pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher que é qualificadora do homicídio.


 


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Em artigo jurídico de Francisco Dirceu Barros, pude encontrar as seguintes terminologias:


 

  1. femicídio: morte de uma mulher;
  2. feminicídio: morte de uma mulher por razões de gênero ou pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher que é qualificadora do homicídio;
  3. uxoricídio: assassinato em que o marido mata a própria esposa;
  4. parricídio: assassinato pelo filho do próprio pai;
  5. matricídio: matar a própria mãe;
  6. fratricídio: matar o próprio irmão;
  7. ambicídio: quando as mortes decorrem de um pacto.”

 


Além disso, nas mídias sociais, infelizmente é vista banalizada outra palavra, com lamentável significação e sobre a qual precisamos refletir muito: “misoginia”.


 


Com registro sim nos nossos principais dicionários, misoginia, substantivo feminino, compreende o ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino e às características a ele associadas, sejam mulheres ou meninas; violência contra a Mulher. O antônimo é “filoginia”.


 


Antes de este espaço ser sobre a nossa Língua Portuguesa, é um espaço sobre quem a usa: pessoas. Nós precisamos lutar juntos para que os crimes contra a Mulher possam ser eliminados da Sociedade. Que o respeito – o mínimo que um ser humano merece – exista de fato.


 


Ver nos principais jornais feminicídios e ações misóginas, tais como as contra Tatiana Spitzner e contra tantas outras mulheres, é triste. Triste demais. Pelo amor de Tudo, justiça! Somente com educação das novas e atuais gerações, poderemos ter um amanhã mais esperançoso.


Por Diogo Arrais



Para além de feminicídio, morte da jovem advogada também é classificada como uxoricídio. Professor de português explica o que significa.



Confesso que as notícias ruins abalam meu dia, minha energia. Algumas delas, no entanto, não são ruins, são abomináveis, como a da morte da jovem advogada Tatiane Spitzner.



Fui ao dicionário Aurélio, em sua mais recente edição, procurar o sentido de “feminicídio“: termo não encontrado. No Aulete e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o termo também ainda não existe, sendo tratado como um neologismo: uso de palavra ou expressão nova, geralmente com base em léxico, semântica e sintaxe preexistentes, na mesma língua ou em outra.



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Apesar de o uso dessa palavra não ser tão recente assim, é – no mínimo – educativo e emergencial que a nossa sociedade conscientize-se sobre o horrendo “feminicídio”: crime previsto no Código Penal Brasileiro, quando cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino; morte de uma mulher por razões de gênero ou pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher que é qualificadora do homicídio.



Em artigo jurídico de Francisco Dirceu Barros, pude encontrar as seguintes terminologias:



 

  1. femicídio: morte de uma mulher;
  2. feminicídio: morte de uma mulher por razões de gênero ou pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher que é qualificadora do homicídio;
  3. uxoricídio: assassinato em que o marido mata a própria esposa;
  4. parricídio: assassinato pelo filho do próprio pai;
  5. matricídio: matar a própria mãe;
  6. fratricídio: matar o próprio irmão;
  7. ambicídio: quando as mortes decorrem de um pacto.”


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Além disso, nas mídias sociais, infelizmente é vista banalizada outra palavra, com lamentável significação e sobre a qual precisamos refletir muito: “misoginia”.



Com registro sim nos nossos principais dicionários, misoginia, substantivo feminino, compreende o ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino e às características a ele associadas, sejam mulheres ou meninas; violência contra a Mulher. O antônimo é “filoginia”.



Antes de este espaço ser sobre a nossa Língua Portuguesa, é um espaço sobre quem a usa: pessoas. Nós precisamos lutar juntos para que os crimes contra a Mulher possam ser eliminados da Sociedade. Que o respeito – o mínimo que um ser humano merece – exista de fato.



Ver nos principais jornais feminicídios e ações misóginas, tais como as contra Tatiana Spitzner e contra tantas outras mulheres, é triste. Triste demais. Pelo amor de Tudo, justiça! Somente com educação das novas e atuais gerações, poderemos ter um amanhã mais esperançoso.



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