news:

Bem Estar

Cientistas implantam primeiro pulmão artificial em porco


foto_principal.png
06/08/2018

Cirurgia foi um sucesso, não causou reações adversas - e é o primeiro passo para que, um dia, humanos possam receber órgãos criados em laboratório.

 

Em 2014, os pesquisadores Joan Nichols e Joaquim Cortiella, da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas foram os primeiros a desenvolver pulmões humanos em laboratórios de bioengenharia. A ideia é usar a invenção para tratar pacientes com lesões ou câncer no pulmão, sem precisar depender das filas cada vez maiores para receber doações. Agora, eles conseguiram realizar o feito de transplantar esses pulmões em porcos adultos sem que ocorressem efeitos adversos.

 

O pulmão artificial foi construído a partir de um pulmão de verdade, doado por outro porco. Os cientistas retiraram o sangue e as células do órgão, deixando apenas sua estrutura externa, que foi mergulhada em um tanque de nutrientes. O pulmão foi deixado nesse tanque por 30 dias, período no qual se (re)construiu totalmente, e então transplantado. Os órgãos artificiais foram implantados em vários porcos, e nenhum deles apresentou rejeição imunológica (o que sempre acontece nos transplantes convencionais).

 

“Não observamos sinais de edema pulmonar, que geralmente é um indício de que a vasculatura não está suficientemente madura”, disse Joaquim Cortiella ao site IFLscience. “Os pulmões continuaram a se desenvolver sem a necessidade de qualquer infusão de fatores [hormônio] de crescimento. O próprio corpo do receptor forneceu tudo o que os novos órgãos precisavam.”

 

Agora, os cientistas pretendem observar o funcionamento dos pulmões artificiais a longo prazo. Eles acreditam que o primeiro transplante em humanos possa acontecer daqui a cinco ou dez anos. E não pretendem parar aí. A mesma técnica poderá ser usada para criar corações e outros órgãos em laboratório. Quando isso acontecer, as filas para receber doações ficarão cada vez menores e talvez, em um futuro distante, nem sejam mais necessárias.

Cirurgia foi um sucesso, não causou reações adversas - e é o primeiro passo para que, um dia, humanos possam receber órgãos criados em laboratório.


 


Em 2014, os pesquisadores Joan Nichols e Joaquim Cortiella, da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas foram os primeiros a desenvolver pulmões humanos em laboratórios de bioengenharia. A ideia é usar a invenção para tratar pacientes com lesões ou câncer no pulmão, sem precisar depender das filas cada vez maiores para receber doações. Agora, eles conseguiram realizar o feito de transplantar esses pulmões em porcos adultos sem que ocorressem efeitos adversos.


 


PATROCINADORES

O pulmão artificial foi construído a partir de um pulmão de verdade, doado por outro porco. Os cientistas retiraram o sangue e as células do órgão, deixando apenas sua estrutura externa, que foi mergulhada em um tanque de nutrientes. O pulmão foi deixado nesse tanque por 30 dias, período no qual se (re)construiu totalmente, e então transplantado. Os órgãos artificiais foram implantados em vários porcos, e nenhum deles apresentou rejeição imunológica (o que sempre acontece nos transplantes convencionais).


 


“Não observamos sinais de edema pulmonar, que geralmente é um indício de que a vasculatura não está suficientemente madura”, disse Joaquim Cortiella ao site IFLscience. “Os pulmões continuaram a se desenvolver sem a necessidade de qualquer infusão de fatores [hormônio] de crescimento. O próprio corpo do receptor forneceu tudo o que os novos órgãos precisavam.”


 


Agora, os cientistas pretendem observar o funcionamento dos pulmões artificiais a longo prazo. Eles acreditam que o primeiro transplante em humanos possa acontecer daqui a cinco ou dez anos. E não pretendem parar aí. A mesma técnica poderá ser usada para criar corações e outros órgãos em laboratório. Quando isso acontecer, as filas para receber doações ficarão cada vez menores e talvez, em um futuro distante, nem sejam mais necessárias.


Cirurgia foi um sucesso, não causou reações adversas - e é o primeiro passo para que, um dia, humanos possam receber órgãos criados em laboratório.



Em 2014, os pesquisadores Joan Nichols e Joaquim Cortiella, da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas foram os primeiros a desenvolver pulmões humanos em laboratórios de bioengenharia. A ideia é usar a invenção para tratar pacientes com lesões ou câncer no pulmão, sem precisar depender das filas cada vez maiores para receber doações. Agora, eles conseguiram realizar o feito de transplantar esses pulmões em porcos adultos sem que ocorressem efeitos adversos.



O pulmão artificial foi construído a partir de um pulmão de verdade, doado por outro porco. Os cientistas retiraram o sangue e as células do órgão, deixando apenas sua estrutura externa, que foi mergulhada em um tanque de nutrientes. O pulmão foi deixado nesse tanque por 30 dias, período no qual se (re)construiu totalmente, e então transplantado. Os órgãos artificiais foram implantados em vários porcos, e nenhum deles apresentou rejeição imunológica (o que sempre acontece nos transplantes convencionais).



PATROCINADORES

“Não observamos sinais de edema pulmonar, que geralmente é um indício de que a vasculatura não está suficientemente madura”, disse Joaquim Cortiella ao site IFLscience. “Os pulmões continuaram a se desenvolver sem a necessidade de qualquer infusão de fatores [hormônio] de crescimento. O próprio corpo do receptor forneceu tudo o que os novos órgãos precisavam.”



Agora, os cientistas pretendem observar o funcionamento dos pulmões artificiais a longo prazo. Eles acreditam que o primeiro transplante em humanos possa acontecer daqui a cinco ou dez anos. E não pretendem parar aí. A mesma técnica poderá ser usada para criar corações e outros órgãos em laboratório. Quando isso acontecer, as filas para receber doações ficarão cada vez menores e talvez, em um futuro distante, nem sejam mais necessárias.



Veja Também