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Bem Estar

“Comportamento sexual compulsivo” é classificado como transtorno mental


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03/08/2018

Para a nova edição do manual de Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 2022, a Organização Mundial da Saúde vai incluir o “comportamento sexual compulsivo” como um transtorno mental na categoria “desordens de controle de impulsos”.

 

O documento, publicado no mês passado, descreve o problema como “um padrão persistente de falha no controle de impulsos sexuais repetitivos e intensos, resultando em comportamento sexual repetitivo” que se estende por um período igual ou maior a seis meses.

 

Além disso, para ser considerado compulsivo, deve causar “sofrimento acentuado ou prejuízo significativo” em áreas importantes da vida da pessoa, como a familiar, social, educacional ou ocupacional.

 

A questão, no entanto, é polêmica. Alguns especialistas questionam se o sexo, assim como jogos e compras, podem realmente ser “viciantes” sem um amparo químico como o que existe no álcool e outras drogas.

 

Outros defendem que se trata de algo que altera o cérebro e deve, portanto, ser tratado como qualquer outro vício. Além disso, profissionais que trabalham com viciados em sexo apontam para o sofrimento de seus pacientes como evidência de que a condição existe.

 

Há ainda quem defenda que o que parece uma compulsão sexual indica apenas que as pessoas têm graus diferentes de libido – e essa inclusão no manual poderia contribuir para criar um estigma sobre aqueles que não se encaixam nos padrões.

 

De qualquer forma, a decisão da OMS pode ser uma ajuda para que se chegue a um consenso, já que essa classificação oficial pode resultar em mais pesquisas sobre o comportamento sexual compulsivo – até porque uma das causas de se ter pouca pesquisa sobre o tema era justamente a falta de uma definição clara sobre o que ele é.

Para a nova edição do manual de Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 2022, a Organização Mundial da Saúde vai incluir o “comportamento sexual compulsivo” como um transtorno mental na categoria “desordens de controle de impulsos”.


 


O documento, publicado no mês passado, descreve o problema como “um padrão persistente de falha no controle de impulsos sexuais repetitivos e intensos, resultando em comportamento sexual repetitivo” que se estende por um período igual ou maior a seis meses.


 


Além disso, para ser considerado compulsivo, deve causar “sofrimento acentuado ou prejuízo significativo” em áreas importantes da vida da pessoa, como a familiar, social, educacional ou ocupacional.


 


PATROCINADORES

A questão, no entanto, é polêmica. Alguns especialistas questionam se o sexo, assim como jogos e compras, podem realmente ser “viciantes” sem um amparo químico como o que existe no álcool e outras drogas.


 


Outros defendem que se trata de algo que altera o cérebro e deve, portanto, ser tratado como qualquer outro vício. Além disso, profissionais que trabalham com viciados em sexo apontam para o sofrimento de seus pacientes como evidência de que a condição existe.


 


Há ainda quem defenda que o que parece uma compulsão sexual indica apenas que as pessoas têm graus diferentes de libido – e essa inclusão no manual poderia contribuir para criar um estigma sobre aqueles que não se encaixam nos padrões.


 


De qualquer forma, a decisão da OMS pode ser uma ajuda para que se chegue a um consenso, já que essa classificação oficial pode resultar em mais pesquisas sobre o comportamento sexual compulsivo – até porque uma das causas de se ter pouca pesquisa sobre o tema era justamente a falta de uma definição clara sobre o que ele é.


Para a nova edição do manual de Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 2022, a Organização Mundial da Saúde vai incluir o “comportamento sexual compulsivo” como um transtorno mental na categoria “desordens de controle de impulsos”.



O documento, publicado no mês passado, descreve o problema como “um padrão persistente de falha no controle de impulsos sexuais repetitivos e intensos, resultando em comportamento sexual repetitivo” que se estende por um período igual ou maior a seis meses.



Além disso, para ser considerado compulsivo, deve causar “sofrimento acentuado ou prejuízo significativo” em áreas importantes da vida da pessoa, como a familiar, social, educacional ou ocupacional.



PATROCINADORES

A questão, no entanto, é polêmica. Alguns especialistas questionam se o sexo, assim como jogos e compras, podem realmente ser “viciantes” sem um amparo químico como o que existe no álcool e outras drogas.



Outros defendem que se trata de algo que altera o cérebro e deve, portanto, ser tratado como qualquer outro vício. Além disso, profissionais que trabalham com viciados em sexo apontam para o sofrimento de seus pacientes como evidência de que a condição existe.



Há ainda quem defenda que o que parece uma compulsão sexual indica apenas que as pessoas têm graus diferentes de libido – e essa inclusão no manual poderia contribuir para criar um estigma sobre aqueles que não se encaixam nos padrões.



De qualquer forma, a decisão da OMS pode ser uma ajuda para que se chegue a um consenso, já que essa classificação oficial pode resultar em mais pesquisas sobre o comportamento sexual compulsivo – até porque uma das causas de se ter pouca pesquisa sobre o tema era justamente a falta de uma definição clara sobre o que ele é.



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