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Sul de Minas

Foco de transmissão de Leishmaniose é descoberto no Sul de Minas


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18/07/2018

Matéria extraída do G1

 

Sete cães foram infectados; nenhum caso humano foi registrado.

 

Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) descobriu um alto índice de infestação por mosquitos-palha, os transmissores da Leishmaniose em Ribeirão Vermelho. Os pesquisadores fazem o monitoramento da doença. Sete cães já tiveram de ser sacrificados.

 

Segundo a coordenadora da pesquisa, Joziana Muniz de Paiva, os números são preocupantes. “Se a gente fizer um paralelo, o que a gente encontra em uma armadilha em Ribeirão Vermelho é mais do que a agente encontrou em todo o período de trabalho de 2013 até hoje em Lavras, onde já temos casos caninos e humanos, inclusive com óbito”.

 

Uma das pesquisadoras da UFLA que espalha armadilhas para recolher os insetos, Ingrid Alvarenga, fala sobre o procedimento de captura “A armadilha é colocada em uma noite e deixada três noites seguidas, uma vez por mês. Na manhã seguinte à terceira noite a gente recolhe esta armadilha e leva pro laboratório para fazer triagem”, explica.

 

 

Armadilhas são instaladas para coletar os mosquitos.

 

Desde o início da pesquisa em Ribeirão Vermelho, cerca de 400 mosquitos foram capturados. Destes, 109 são possíveis transmissores da forma mais grave da doença, a Leishmaniose Visceral. Os pesquisadores querem descobrir quais destes insetos estavam contaminados.

 

 

Cães

 

Um dos cães que foi sacrificado pertencia à dona de casa Marlene de Oliveira. “Fiquei triste porque ele era um cachorro muito dócil. O importante para mim não é eu gostar, é eu cuidar. E se estiver doente é evitar que pegue nos outros cães e vizinhos”, lamenta.

 

Nos cães a doença não tem cura. Em Ribeirão Vermelho, são cerca de 1.500 animais para uma população de pouco mais de 4 mil habitantes.

 

 

Lavras

 

Em Lavras, em um ano, foram registrados seis casos da doença. Um deles foi com a estudante Lara Nascimento. ”Senti muitas dores na barriga, a febre era constante. Ficava muito desanimada. Não conseguia fazer nada. Nem sair na rua”, relata a garota.

 

Os cachorros da casa dela e dos vizinhos fizeram exames e o resultado foi negativo. A mãe da menina, Hivânia Adriana Fonseca, comenta os cuidados que tomou após a doença da filha. “Dedetizaram a casa, colocaram armadilhas e os meninos da UFLA vem fazendo acompanhamento até hoje. Foi um susto muito grande. Eu nunca imaginei que minha filha pudesse estar com uma doença tão séria”, depõe.

Matéria extraída do G1


 


Sete cães foram infectados; nenhum caso humano foi registrado.


 


Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) descobriu um alto índice de infestação por mosquitos-palha, os transmissores da Leishmaniose em Ribeirão Vermelho. Os pesquisadores fazem o monitoramento da doença. Sete cães já tiveram de ser sacrificados.


 


Segundo a coordenadora da pesquisa, Joziana Muniz de Paiva, os números são preocupantes. “Se a gente fizer um paralelo, o que a gente encontra em uma armadilha em Ribeirão Vermelho é mais do que a agente encontrou em todo o período de trabalho de 2013 até hoje em Lavras, onde já temos casos caninos e humanos, inclusive com óbito”.


 


Uma das pesquisadoras da UFLA que espalha armadilhas para recolher os insetos, Ingrid Alvarenga, fala sobre o procedimento de captura “A armadilha é colocada em uma noite e deixada três noites seguidas, uma vez por mês. Na manhã seguinte à terceira noite a gente recolhe esta armadilha e leva pro laboratório para fazer triagem”, explica.


 


 



Armadilhas são instaladas para coletar os mosquitos.


 


PATROCINADORES

Desde o início da pesquisa em Ribeirão Vermelho, cerca de 400 mosquitos foram capturados. Destes, 109 são possíveis transmissores da forma mais grave da doença, a Leishmaniose Visceral. Os pesquisadores querem descobrir quais destes insetos estavam contaminados.


 


 


Cães


 


Um dos cães que foi sacrificado pertencia à dona de casa Marlene de Oliveira. “Fiquei triste porque ele era um cachorro muito dócil. O importante para mim não é eu gostar, é eu cuidar. E se estiver doente é evitar que pegue nos outros cães e vizinhos”, lamenta.


 


Nos cães a doença não tem cura. Em Ribeirão Vermelho, são cerca de 1.500 animais para uma população de pouco mais de 4 mil habitantes.


 


 


Lavras


 


Em Lavras, em um ano, foram registrados seis casos da doença. Um deles foi com a estudante Lara Nascimento. ”Senti muitas dores na barriga, a febre era constante. Ficava muito desanimada. Não conseguia fazer nada. Nem sair na rua”, relata a garota.


 


Os cachorros da casa dela e dos vizinhos fizeram exames e o resultado foi negativo. A mãe da menina, Hivânia Adriana Fonseca, comenta os cuidados que tomou após a doença da filha. “Dedetizaram a casa, colocaram armadilhas e os meninos da UFLA vem fazendo acompanhamento até hoje. Foi um susto muito grande. Eu nunca imaginei que minha filha pudesse estar com uma doença tão séria”, depõe.


Matéria extraída do G1



Sete cães foram infectados; nenhum caso humano foi registrado.



Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) descobriu um alto índice de infestação por mosquitos-palha, os transmissores da Leishmaniose em Ribeirão Vermelho. Os pesquisadores fazem o monitoramento da doença. Sete cães já tiveram de ser sacrificados.



Segundo a coordenadora da pesquisa, Joziana Muniz de Paiva, os números são preocupantes. “Se a gente fizer um paralelo, o que a gente encontra em uma armadilha em Ribeirão Vermelho é mais do que a agente encontrou em todo o período de trabalho de 2013 até hoje em Lavras, onde já temos casos caninos e humanos, inclusive com óbito”.



Uma das pesquisadoras da UFLA que espalha armadilhas para recolher os insetos, Ingrid Alvarenga, fala sobre o procedimento de captura “A armadilha é colocada em uma noite e deixada três noites seguidas, uma vez por mês. Na manhã seguinte à terceira noite a gente recolhe esta armadilha e leva pro laboratório para fazer triagem”, explica.



PATROCINADORES



Armadilhas são instaladas para coletar os mosquitos.



Desde o início da pesquisa em Ribeirão Vermelho, cerca de 400 mosquitos foram capturados. Destes, 109 são possíveis transmissores da forma mais grave da doença, a Leishmaniose Visceral. Os pesquisadores querem descobrir quais destes insetos estavam contaminados.



Cães



PATROCINADORES

Um dos cães que foi sacrificado pertencia à dona de casa Marlene de Oliveira. “Fiquei triste porque ele era um cachorro muito dócil. O importante para mim não é eu gostar, é eu cuidar. E se estiver doente é evitar que pegue nos outros cães e vizinhos”, lamenta.



Nos cães a doença não tem cura. Em Ribeirão Vermelho, são cerca de 1.500 animais para uma população de pouco mais de 4 mil habitantes.



Lavras



Em Lavras, em um ano, foram registrados seis casos da doença. Um deles foi com a estudante Lara Nascimento. ”Senti muitas dores na barriga, a febre era constante. Ficava muito desanimada. Não conseguia fazer nada. Nem sair na rua”, relata a garota.



Os cachorros da casa dela e dos vizinhos fizeram exames e o resultado foi negativo. A mãe da menina, Hivânia Adriana Fonseca, comenta os cuidados que tomou após a doença da filha. “Dedetizaram a casa, colocaram armadilhas e os meninos da UFLA vem fazendo acompanhamento até hoje. Foi um susto muito grande. Eu nunca imaginei que minha filha pudesse estar com uma doença tão séria”, depõe.



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