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Trump aconselhou May a processar União Europeia em vez de negociar


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15/07/2018

Em entrevista à BBC, Theresa May revelou qual foi a sugestão que o presidente dos EUA havia lhe dado.

 

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, revelou neste domingo (15) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe disse para "processar a União Europeia" em meio às tratativas de negociações do Brexit - a saída dos britânicos do bloco europeu.

 

Em entrevista ao jornal britânico "The Sun", publicada na quinta-feira (12) durante a primeira visita oficial do presidente ao Reino Unido, Trump disse que havia dado um conselho a May, mas que a primeira-ministra havia ignorado.

 

Ao lado de May durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (13), Trump foi questionado sobre o que tinha dito à primeira-ministra. Ele fez a ressalva de que não deu "um conselho, mas uma sugestão" e que entendia completamente porque ela achou a proposta "dura demais". Trump, contudo, não revelou o que sugeriu à May.

 

Na manhã deste domingo, a primeira ministra terminou com o mistério. Em uma entrevista ao vivo à BBC, o jornalista Andrew Marr perguntou qual era a sugestão de Trump que May havia achado "brutal".

 

"Ele me disse para processar a UE, e não entrar em negociações", afirmou Theresa May.

 

À BBC, ela afirmou que, ao deixar a UE, o Reino Unido vai fazer acordos comerciais com outras nações, vai acabar com a livre circulação de pessoas e não mais vai seguir as regras impostas pela Corte Europeia de Justiça.

 

A primeira-ministra defendeu seu projeto para o Brexit e pediu apoio dos seus críticos. O governo britânico enfrenta uma profunda divisão interna por causa da forma com que May tem negociado a saída do bloco.

 

Na semana passada, membros do Partido Conservador favoráveis ao chamado "hard Brexit" ("Brexit duro", em tradução livre), a ruptura mais radical com a UE sem participação no mercado único, deixaram seus cargos por considerarem o plano de May suave demais.

 

O então ministro das Relações Exteriores Boris Johnson anunciou que sairia do governo na segunda-feira, horas após o ministro especial para o Brexit, David Davis, também ter renunciado. Eles são contra a manutenção de laços econômicos com a UE após a saída do bloco, programada para março do ano que vem.

 

À BBC, May insistiu que sua proposta permite que o Reino Unido faça seus próprios acordos comerciais, apesar de prever regras comerciais comuns com a EU. Ela disse que essas regras são necessárias para proteger os empregos em empresas com cadeias de suprimento que cruzam fronteiras no território europeu.

 

Antes de se encontrar com May, o presidente dos EUA havia criticado a forma com que ela está conduzindo o Brexit. A entrevista de Trump ao jornal "The Sun" publicada no mesmo dia em que ele chegou ao Reino Unido, colocou o governo britânico em uma situação delicada por causa de declarações dadas pelo presidente americano na véspera. Ele disse que a proposta de May, de buscar uma área de livre comércio de bens com a UE, "mataria" qualquer perspectiva de negócios com os EUA.

 

Na mesma entrevista, o presidente elogiou o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, desafeto de May, e criticou o prefeito de Londres, Sadiq Khan.

 

 

'Fake news' e protestos

 

Questionado sobre as críticas que fez à May, Trump disse que a primeira-ministra faz um trabalho magnífico e chamou a própria entrevista de fake news. O presidente americano afirmou que, na edição da entrevista que deu ao "Sun", o jornal omitiu as declarações positivas que fez sobre May. Isso, segundo ele, equivale a "fake news", ou "notícias falsas".

 

"Ela (May) é totalmente profissional porque quando eu a vi nesta manhã, eu disse: 'Quero me desculpar, porque eu falei tantas coisas boas de você'. E ela respondeu: 'Não se preocupe, é só a imprensa'", disse Trump, na coletiva de imprensa, ao lado de May, reclamando que as coisas positivas que disse sobre a primeira-ministra não foram manchete no jornal.

 

Além de mal estar no governo britânico, a visita de Trump também gerou protestos. Contrários à visita de Trump organizaram manifestações em diferentes cidades do Reino Unido. Em Londres, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas contra o presidente americano na sexta-feira, um balão representando Trump como um "bebê chorão", de fraldas e com um celular na mão, voou ao lado do Parlamento britânico e na Trafalgar Square.


Trump passou dois dias na Inglaterra, onde se encontrou com Theresa May e com a Rainha Elizabeth II, e seguiu para a Escócia, onde passou o fim de semana em seu clube de golfe.

 

Antes de vir ao Reino Unido, Trump esteve em Bruxelas, onde gerou tensão com países aliados na reunião da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar ocidental.

 

Nesta segunda (16), está prevista uma reunião entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Finlândia.

Em entrevista à BBC, Theresa May revelou qual foi a sugestão que o presidente dos EUA havia lhe dado.


 


A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, revelou neste domingo (15) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe disse para "processar a União Europeia" em meio às tratativas de negociações do Brexit - a saída dos britânicos do bloco europeu.


 


Em entrevista ao jornal britânico "The Sun", publicada na quinta-feira (12) durante a primeira visita oficial do presidente ao Reino Unido, Trump disse que havia dado um conselho a May, mas que a primeira-ministra havia ignorado.


 


Ao lado de May durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (13), Trump foi questionado sobre o que tinha dito à primeira-ministra. Ele fez a ressalva de que não deu "um conselho, mas uma sugestão" e que entendia completamente porque ela achou a proposta "dura demais". Trump, contudo, não revelou o que sugeriu à May.


 


Na manhã deste domingo, a primeira ministra terminou com o mistério. Em uma entrevista ao vivo à BBC, o jornalista Andrew Marr perguntou qual era a sugestão de Trump que May havia achado "brutal".


 


"Ele me disse para processar a UE, e não entrar em negociações", afirmou Theresa May.


 


À BBC, ela afirmou que, ao deixar a UE, o Reino Unido vai fazer acordos comerciais com outras nações, vai acabar com a livre circulação de pessoas e não mais vai seguir as regras impostas pela Corte Europeia de Justiça.


 


A primeira-ministra defendeu seu projeto para o Brexit e pediu apoio dos seus críticos. O governo britânico enfrenta uma profunda divisão interna por causa da forma com que May tem negociado a saída do bloco.


 


Na semana passada, membros do Partido Conservador favoráveis ao chamado "hard Brexit" ("Brexit duro", em tradução livre), a ruptura mais radical com a UE sem participação no mercado único, deixaram seus cargos por considerarem o plano de May suave demais.


 


O então ministro das Relações Exteriores Boris Johnson anunciou que sairia do governo na segunda-feira, horas após o ministro especial para o Brexit, David Davis, também ter renunciado. Eles são contra a manutenção de laços econômicos com a UE após a saída do bloco, programada para março do ano que vem.


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À BBC, May insistiu que sua proposta permite que o Reino Unido faça seus próprios acordos comerciais, apesar de prever regras comerciais comuns com a EU. Ela disse que essas regras são necessárias para proteger os empregos em empresas com cadeias de suprimento que cruzam fronteiras no território europeu.


 


Antes de se encontrar com May, o presidente dos EUA havia criticado a forma com que ela está conduzindo o Brexit. A entrevista de Trump ao jornal "The Sun" publicada no mesmo dia em que ele chegou ao Reino Unido, colocou o governo britânico em uma situação delicada por causa de declarações dadas pelo presidente americano na véspera. Ele disse que a proposta de May, de buscar uma área de livre comércio de bens com a UE, "mataria" qualquer perspectiva de negócios com os EUA.


 


Na mesma entrevista, o presidente elogiou o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, desafeto de May, e criticou o prefeito de Londres, Sadiq Khan.


 


 


'Fake news' e protestos


 


Questionado sobre as críticas que fez à May, Trump disse que a primeira-ministra faz um trabalho magnífico e chamou a própria entrevista de fake news. O presidente americano afirmou que, na edição da entrevista que deu ao "Sun", o jornal omitiu as declarações positivas que fez sobre May. Isso, segundo ele, equivale a "fake news", ou "notícias falsas".


 


"Ela (May) é totalmente profissional porque quando eu a vi nesta manhã, eu disse: 'Quero me desculpar, porque eu falei tantas coisas boas de você'. E ela respondeu: 'Não se preocupe, é só a imprensa'", disse Trump, na coletiva de imprensa, ao lado de May, reclamando que as coisas positivas que disse sobre a primeira-ministra não foram manchete no jornal.


 


Além de mal estar no governo britânico, a visita de Trump também gerou protestos. Contrários à visita de Trump organizaram manifestações em diferentes cidades do Reino Unido. Em Londres, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas contra o presidente americano na sexta-feira, um balão representando Trump como um "bebê chorão", de fraldas e com um celular na mão, voou ao lado do Parlamento britânico e na Trafalgar Square.



Trump passou dois dias na Inglaterra, onde se encontrou com Theresa May e com a Rainha Elizabeth II, e seguiu para a Escócia, onde passou o fim de semana em seu clube de golfe.


 


Antes de vir ao Reino Unido, Trump esteve em Bruxelas, onde gerou tensão com países aliados na reunião da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar ocidental.


 


Nesta segunda (16), está prevista uma reunião entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Finlândia.


Em entrevista à BBC, Theresa May revelou qual foi a sugestão que o presidente dos EUA havia lhe dado.



A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, revelou neste domingo (15) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe disse para "processar a União Europeia" em meio às tratativas de negociações do Brexit - a saída dos britânicos do bloco europeu.



Em entrevista ao jornal britânico "The Sun", publicada na quinta-feira (12) durante a primeira visita oficial do presidente ao Reino Unido, Trump disse que havia dado um conselho a May, mas que a primeira-ministra havia ignorado.



Ao lado de May durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (13), Trump foi questionado sobre o que tinha dito à primeira-ministra. Ele fez a ressalva de que não deu "um conselho, mas uma sugestão" e que entendia completamente porque ela achou a proposta "dura demais". Trump, contudo, não revelou o que sugeriu à May.



Na manhã deste domingo, a primeira ministra terminou com o mistério. Em uma entrevista ao vivo à BBC, o jornalista Andrew Marr perguntou qual era a sugestão de Trump que May havia achado "brutal".



"Ele me disse para processar a UE, e não entrar em negociações", afirmou Theresa May.



À BBC, ela afirmou que, ao deixar a UE, o Reino Unido vai fazer acordos comerciais com outras nações, vai acabar com a livre circulação de pessoas e não mais vai seguir as regras impostas pela Corte Europeia de Justiça.



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Na semana passada, membros do Partido Conservador favoráveis ao chamado "hard Brexit" ("Brexit duro", em tradução livre), a ruptura mais radical com a UE sem participação no mercado único, deixaram seus cargos por considerarem o plano de May suave demais.



O então ministro das Relações Exteriores Boris Johnson anunciou que sairia do governo na segunda-feira, horas após o ministro especial para o Brexit, David Davis, também ter renunciado. Eles são contra a manutenção de laços econômicos com a UE após a saída do bloco, programada para março do ano que vem.



À BBC, May insistiu que sua proposta permite que o Reino Unido faça seus próprios acordos comerciais, apesar de prever regras comerciais comuns com a EU. Ela disse que essas regras são necessárias para proteger os empregos em empresas com cadeias de suprimento que cruzam fronteiras no território europeu.



Antes de se encontrar com May, o presidente dos EUA havia criticado a forma com que ela está conduzindo o Brexit. A entrevista de Trump ao jornal "The Sun" publicada no mesmo dia em que ele chegou ao Reino Unido, colocou o governo britânico em uma situação delicada por causa de declarações dadas pelo presidente americano na véspera. Ele disse que a proposta de May, de buscar uma área de livre comércio de bens com a UE, "mataria" qualquer perspectiva de negócios com os EUA.



Na mesma entrevista, o presidente elogiou o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, desafeto de May, e criticou o prefeito de Londres, Sadiq Khan.



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Questionado sobre as críticas que fez à May, Trump disse que a primeira-ministra faz um trabalho magnífico e chamou a própria entrevista de fake news. O presidente americano afirmou que, na edição da entrevista que deu ao "Sun", o jornal omitiu as declarações positivas que fez sobre May. Isso, segundo ele, equivale a "fake news", ou "notícias falsas".



"Ela (May) é totalmente profissional porque quando eu a vi nesta manhã, eu disse: 'Quero me desculpar, porque eu falei tantas coisas boas de você'. E ela respondeu: 'Não se preocupe, é só a imprensa'", disse Trump, na coletiva de imprensa, ao lado de May, reclamando que as coisas positivas que disse sobre a primeira-ministra não foram manchete no jornal.



Além de mal estar no governo britânico, a visita de Trump também gerou protestos. Contrários à visita de Trump organizaram manifestações em diferentes cidades do Reino Unido. Em Londres, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas contra o presidente americano na sexta-feira, um balão representando Trump como um "bebê chorão", de fraldas e com um celular na mão, voou ao lado do Parlamento britânico e na Trafalgar Square.




Trump passou dois dias na Inglaterra, onde se encontrou com Theresa May e com a Rainha Elizabeth II, e seguiu para a Escócia, onde passou o fim de semana em seu clube de golfe.



Antes de vir ao Reino Unido, Trump esteve em Bruxelas, onde gerou tensão com países aliados na reunião da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar ocidental.



Nesta segunda (16), está prevista uma reunião entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Finlândia.



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