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Partidos definirão suas candidaturas e apoios no limite do prazo


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11/07/2018

PSDB, MDB, PT, PR e Podemos devem realizar suas convenções no dia 4 de agosto.

 

Diante do cenário embaralhado para a composição de alianças, a maioria dos partidos com candidato próprio ou que desejam participar de um novo governo deixou as convenções para os últimos dias do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Para apresentar os candidatos à Presidência da República ou anunciar o apoio a outras legendas, os políticos podem realizar suas reuniões entre 20 de julho e 5 de agosto.

 

Mas, por enquanto, os três maiores partidos do país — PT, PSDB e MDB — além da Rede, de Marina Silva, e do Podemos, de Álvaro Dias, marcaram seus encontros para 4 de agosto, na véspera do fim do prazo. O PSB, que se divide entre o apoio ao PT e a Ciro Gomes (PDT), foi ainda mais longe e escolheu a data-limite: 5 de agosto.

 

Em 2014, o cenário era completamente diferente, não apenas pela conjuntura política. O calendário também era outro. À época, o prazo estipulado pela Justiça Eleitoral foi de 10 a 30 de junho. O tucano Aécio Neves foi lançado em 14 de junho. Dilma Rousseff, em 21 de junho. Eduardo Campos (PSB), em 28 de junho — depois de sua morte, a candidatura foi assumida por Marina Silva.

 

No PSDB, o comando do partido deve se reunir hoje com Geraldo Alckmin para sacramentar a escolha da data e do local da convenção. O pré-candidato discutiu com o coordenador de sua campanha, Marconi Perillo (GO), e informou a aliados que o ato deve ocorrer dia 4 de agosto. Isso daria tempo para o partido seguir negociando alianças e permitiria que Fernando Henrique Cardoso voltasse de uma viagem ao exterior. O foco dos tucanos neste momento está no chamado centrão (DEM, PP, PRB e Solidariedade), que se reúne hoje para tentar decidir se apoia Alckmin ou Ciro Gomes (PDT).

 

Aliados do pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, no entanto, pressionam o comando nacional do partido a realizar as convenções estadual e nacional conjuntamente no dia 28 de julho, na capital paulista. Em outras eleições, o PSDB realizou o encontro em Brasília, com o objetivo justamente de nacionalizar a candidatura, mas Alckmin sofre hoje para conseguir ultrapassar Jair Bolsonaro (PSL) no estado que governou quatro vezes.

 

O PT marcou para o mesmo dia 4 de agosto, em São Paulo, o chamado “Encontro Nacional Eleitoral do PT”, que equivale à convenção, e pretende lançar o ex-presidente Lula. O partido quer marcar posição e efetuar o registro do petista no dia 15 de agosto. De acordo com a Lei do Ficha Limpa, ele não pode ser candidato por ter sido condenado em segunda instância.

 

Sem nenhuma aliança confirmada para a campanha, a pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, também apostou no dia 4 de agosto para realizar sua convenção. A análise interna do partido é de que o cenário ainda está muito indefinido e acelerar a escolha de um vice-presidente ou definir os candidatos para o Legislativo poderia impedir as conversas com outros partidos. A previsão de assessores da ambientalista é a de que as negociações com partidos próximos, como o PPS e o PV, alvos preferenciais da Rede, devem se estender até o início de agosto. A Rede disputa o apoio dos dois partidos com o PSDB.

 

Na segunda-feira, caciques do MDB definiram para o dia 4 a convenção que irá definir se o ex-ministro Henrique Meirelles será ou não candidato da legenda. A data foi estipulada em encontro do presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o coordenador político da campanha de Meirelles, João Henrique de Sousa.

 

 

Movimento contrário de Ciro e Bolsonaro  

 

Ao contrário da maioria dos partidos, o PDT adiantou o máximo possível a sua convenção. Será no dia 20 de julho, primeiro dia do prazo eleitoral, quando lançará a candidatura de Ciro Gomes. O presidente Carlos Lupi diz que a convenção foi marcada no início do prazo para mostrar que a candidatura está consolidada. Segundo ele, há a expectativa de que o PSB anuncie ainda antes o apoio ao pedetista.

 

"Queremos mostrar que a candidatura é irreversível. Queremos até lá ter algum anúncio de apoio. Hoje, a nossa aproximação é muito forte, temos um grupo muito forte junto ao PSB. Nós podemos, antes da nossa convenção, ter o apoio deles. Mas, se não acontecer, tudo bem. Podemos formaliza até o dia 5 de agosto", pontuou.

 

Um dos fatos políticos que podem empurrar o PSB para aliança com Ciro é a candidatura de Marília Arraes, do PT, ao governo de Pernambuco. O PSB busca a reeleição de Paulo Câmara ao governo do estado e não aceita qualquer aliança com os petistas caso Marília seja candidata.

 

Dois dias após a convenção de Ciro, será a vez de o PSL realizar a reunião que irá lançar a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência. O evento vai acontecer no dia 22 em um centro de convenções no Rio. Bolsonaro trabalha para ter o apoio do PR e o senador Magno Malta (PR-ES) como vice, mas a definição do aliado só deverá ser tomada na primeira semana de agosto.

 

A ala que defende a aliança com Bolsonaro é capitaneada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, que foi condenado no mensalão. Ele está formalmente afastado do comando do PR, mas ainda comanda a legenda nos bastidores.

PSDB, MDB, PT, PR e Podemos devem realizar suas convenções no dia 4 de agosto.


 


Diante do cenário embaralhado para a composição de alianças, a maioria dos partidos com candidato próprio ou que desejam participar de um novo governo deixou as convenções para os últimos dias do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Para apresentar os candidatos à Presidência da República ou anunciar o apoio a outras legendas, os políticos podem realizar suas reuniões entre 20 de julho e 5 de agosto.


 


Mas, por enquanto, os três maiores partidos do país — PT, PSDB e MDB — além da Rede, de Marina Silva, e do Podemos, de Álvaro Dias, marcaram seus encontros para 4 de agosto, na véspera do fim do prazo. O PSB, que se divide entre o apoio ao PT e a Ciro Gomes (PDT), foi ainda mais longe e escolheu a data-limite: 5 de agosto.


 


Em 2014, o cenário era completamente diferente, não apenas pela conjuntura política. O calendário também era outro. À época, o prazo estipulado pela Justiça Eleitoral foi de 10 a 30 de junho. O tucano Aécio Neves foi lançado em 14 de junho. Dilma Rousseff, em 21 de junho. Eduardo Campos (PSB), em 28 de junho — depois de sua morte, a candidatura foi assumida por Marina Silva.


 


No PSDB, o comando do partido deve se reunir hoje com Geraldo Alckmin para sacramentar a escolha da data e do local da convenção. O pré-candidato discutiu com o coordenador de sua campanha, Marconi Perillo (GO), e informou a aliados que o ato deve ocorrer dia 4 de agosto. Isso daria tempo para o partido seguir negociando alianças e permitiria que Fernando Henrique Cardoso voltasse de uma viagem ao exterior. O foco dos tucanos neste momento está no chamado centrão (DEM, PP, PRB e Solidariedade), que se reúne hoje para tentar decidir se apoia Alckmin ou Ciro Gomes (PDT).


 


Aliados do pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, no entanto, pressionam o comando nacional do partido a realizar as convenções estadual e nacional conjuntamente no dia 28 de julho, na capital paulista. Em outras eleições, o PSDB realizou o encontro em Brasília, com o objetivo justamente de nacionalizar a candidatura, mas Alckmin sofre hoje para conseguir ultrapassar Jair Bolsonaro (PSL) no estado que governou quatro vezes.


 


O PT marcou para o mesmo dia 4 de agosto, em São Paulo, o chamado “Encontro Nacional Eleitoral do PT”, que equivale à convenção, e pretende lançar o ex-presidente Lula. O partido quer marcar posição e efetuar o registro do petista no dia 15 de agosto. De acordo com a Lei do Ficha Limpa, ele não pode ser candidato por ter sido condenado em segunda instância.


 


Sem nenhuma aliança confirmada para a campanha, a pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, também apostou no dia 4 de agosto para realizar sua convenção. A análise interna do partido é de que o cenário ainda está muito indefinido e acelerar a escolha de um vice-presidente ou definir os candidatos para o Legislativo poderia impedir as conversas com outros partidos. A previsão de assessores da ambientalista é a de que as negociações com partidos próximos, como o PPS e o PV, alvos preferenciais da Rede, devem se estender até o início de agosto. A Rede disputa o apoio dos dois partidos com o PSDB.


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Na segunda-feira, caciques do MDB definiram para o dia 4 a convenção que irá definir se o ex-ministro Henrique Meirelles será ou não candidato da legenda. A data foi estipulada em encontro do presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o coordenador político da campanha de Meirelles, João Henrique de Sousa.


 


 


Movimento contrário de Ciro e Bolsonaro  


 


Ao contrário da maioria dos partidos, o PDT adiantou o máximo possível a sua convenção. Será no dia 20 de julho, primeiro dia do prazo eleitoral, quando lançará a candidatura de Ciro Gomes. O presidente Carlos Lupi diz que a convenção foi marcada no início do prazo para mostrar que a candidatura está consolidada. Segundo ele, há a expectativa de que o PSB anuncie ainda antes o apoio ao pedetista.


 


"Queremos mostrar que a candidatura é irreversível. Queremos até lá ter algum anúncio de apoio. Hoje, a nossa aproximação é muito forte, temos um grupo muito forte junto ao PSB. Nós podemos, antes da nossa convenção, ter o apoio deles. Mas, se não acontecer, tudo bem. Podemos formaliza até o dia 5 de agosto", pontuou.


 


Um dos fatos políticos que podem empurrar o PSB para aliança com Ciro é a candidatura de Marília Arraes, do PT, ao governo de Pernambuco. O PSB busca a reeleição de Paulo Câmara ao governo do estado e não aceita qualquer aliança com os petistas caso Marília seja candidata.


 


Dois dias após a convenção de Ciro, será a vez de o PSL realizar a reunião que irá lançar a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência. O evento vai acontecer no dia 22 em um centro de convenções no Rio. Bolsonaro trabalha para ter o apoio do PR e o senador Magno Malta (PR-ES) como vice, mas a definição do aliado só deverá ser tomada na primeira semana de agosto.


 


A ala que defende a aliança com Bolsonaro é capitaneada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, que foi condenado no mensalão. Ele está formalmente afastado do comando do PR, mas ainda comanda a legenda nos bastidores.


PSDB, MDB, PT, PR e Podemos devem realizar suas convenções no dia 4 de agosto.



Diante do cenário embaralhado para a composição de alianças, a maioria dos partidos com candidato próprio ou que desejam participar de um novo governo deixou as convenções para os últimos dias do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Para apresentar os candidatos à Presidência da República ou anunciar o apoio a outras legendas, os políticos podem realizar suas reuniões entre 20 de julho e 5 de agosto.



Mas, por enquanto, os três maiores partidos do país — PT, PSDB e MDB — além da Rede, de Marina Silva, e do Podemos, de Álvaro Dias, marcaram seus encontros para 4 de agosto, na véspera do fim do prazo. O PSB, que se divide entre o apoio ao PT e a Ciro Gomes (PDT), foi ainda mais longe e escolheu a data-limite: 5 de agosto.



Em 2014, o cenário era completamente diferente, não apenas pela conjuntura política. O calendário também era outro. À época, o prazo estipulado pela Justiça Eleitoral foi de 10 a 30 de junho. O tucano Aécio Neves foi lançado em 14 de junho. Dilma Rousseff, em 21 de junho. Eduardo Campos (PSB), em 28 de junho — depois de sua morte, a candidatura foi assumida por Marina Silva.



No PSDB, o comando do partido deve se reunir hoje com Geraldo Alckmin para sacramentar a escolha da data e do local da convenção. O pré-candidato discutiu com o coordenador de sua campanha, Marconi Perillo (GO), e informou a aliados que o ato deve ocorrer dia 4 de agosto. Isso daria tempo para o partido seguir negociando alianças e permitiria que Fernando Henrique Cardoso voltasse de uma viagem ao exterior. O foco dos tucanos neste momento está no chamado centrão (DEM, PP, PRB e Solidariedade), que se reúne hoje para tentar decidir se apoia Alckmin ou Ciro Gomes (PDT).



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O PT marcou para o mesmo dia 4 de agosto, em São Paulo, o chamado “Encontro Nacional Eleitoral do PT”, que equivale à convenção, e pretende lançar o ex-presidente Lula. O partido quer marcar posição e efetuar o registro do petista no dia 15 de agosto. De acordo com a Lei do Ficha Limpa, ele não pode ser candidato por ter sido condenado em segunda instância.



Sem nenhuma aliança confirmada para a campanha, a pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, também apostou no dia 4 de agosto para realizar sua convenção. A análise interna do partido é de que o cenário ainda está muito indefinido e acelerar a escolha de um vice-presidente ou definir os candidatos para o Legislativo poderia impedir as conversas com outros partidos. A previsão de assessores da ambientalista é a de que as negociações com partidos próximos, como o PPS e o PV, alvos preferenciais da Rede, devem se estender até o início de agosto. A Rede disputa o apoio dos dois partidos com o PSDB.



Na segunda-feira, caciques do MDB definiram para o dia 4 a convenção que irá definir se o ex-ministro Henrique Meirelles será ou não candidato da legenda. A data foi estipulada em encontro do presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o coordenador político da campanha de Meirelles, João Henrique de Sousa.



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Ao contrário da maioria dos partidos, o PDT adiantou o máximo possível a sua convenção. Será no dia 20 de julho, primeiro dia do prazo eleitoral, quando lançará a candidatura de Ciro Gomes. O presidente Carlos Lupi diz que a convenção foi marcada no início do prazo para mostrar que a candidatura está consolidada. Segundo ele, há a expectativa de que o PSB anuncie ainda antes o apoio ao pedetista.



"Queremos mostrar que a candidatura é irreversível. Queremos até lá ter algum anúncio de apoio. Hoje, a nossa aproximação é muito forte, temos um grupo muito forte junto ao PSB. Nós podemos, antes da nossa convenção, ter o apoio deles. Mas, se não acontecer, tudo bem. Podemos formaliza até o dia 5 de agosto", pontuou.



Um dos fatos políticos que podem empurrar o PSB para aliança com Ciro é a candidatura de Marília Arraes, do PT, ao governo de Pernambuco. O PSB busca a reeleição de Paulo Câmara ao governo do estado e não aceita qualquer aliança com os petistas caso Marília seja candidata.



Dois dias após a convenção de Ciro, será a vez de o PSL realizar a reunião que irá lançar a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência. O evento vai acontecer no dia 22 em um centro de convenções no Rio. Bolsonaro trabalha para ter o apoio do PR e o senador Magno Malta (PR-ES) como vice, mas a definição do aliado só deverá ser tomada na primeira semana de agosto.



A ala que defende a aliança com Bolsonaro é capitaneada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, que foi condenado no mensalão. Ele está formalmente afastado do comando do PR, mas ainda comanda a legenda nos bastidores.



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