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Ciência & Tecnologia

Boeing está criando avião hipersônico muito mais veloz que o Concorde


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07/07/2018

A aeronave hipersônica da Boeing chegará à atmosfera (28 km de altitude) e alcançará uma velocidade cinco vezes maior que a do som, ou seja, Mach 5 (seis mil km/h).

 

Durante conferência realizada no dia 26 de junho de 2018, no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica, em Atlanta, na Geórgia (EUA), a fabricante americana de aviões Boeing revelou que está produzindo uma aeronave que permitirá a viagem entre Nova Iorque e Londres, atravessando o oceano Atlântico, em apenas duas horas.

 

Embora os responsáveis pela ideia enfatizem que trata-se de um conceito em estágio inicial, a estimativa é que o novo avião de passageiros tenha uso comercial e militar.

 

"Estamos entusiasmados com o potencial da tecnologia hipersônica para conectar o mundo mais rápido do que nunca", comenta o cientista sênior Kevin Bowcutt, chefe de hipersônicos da Boeing, em comunicado enviado à imprensa. "A Boeing está construindo uma base de seis décadas de trabalho projetando, desenvolvendo e pilotando veículos hipersônicos experimentais, o que nos torna a companhia certa para liderar o esforço de trazer essa tecnologia para o mercado no futuro", completa Bowcutt.

 

De acordo com a revista americana especializada em aviação Aviation Week, o conceito ainda não possui um nome, mas apresenta uma forte semelhança com o famoso Concorde, produzido pelas emrpesas British Aircraft Corporation, do Reino Unido, e a francesa Aérospatiale, e que atingia a velocidade do som (Mach ou 1.234 km/h) – foi "aposentado" no ano de 2003. Mas, o protótipo da Boeing deve oferecer uma "capacidade de passageiros maior do que os jatos executivos de longo alcance, mas menor que o 737 [da própria Boeing e que leva até 215 pessoas]". O Concorde, podia acomodar de 92 a 128 passageiros, era um jato de passageiros supersônico movido a turbojato e voava na velocidade de Mach 2.04.

 

Por sua vez, o novo conceito poderá alcançar velocidades de cinco vezes a do som (Mach 5), ou seja, cerca de seis mil km/h, chegando a uma altitude de cruzeiro projetada de 28,9 km. Com isso, o futuro avião da Boeing seria capaz de atravessar o Atlântico em duas horas e o Pacífico em apenas três. Atualmente, leva cerca de sete horas para um jato de passageiros sair de Nova Iorque e chegar em Londres, enquanto um voo sem escalas de Los Angeles para Tóquio pode levar cerca de 12 horas para ser concluído.

 

Embora Kevin Bowcutt não tenha citado uma data de lançamento da aeronave hipersônica, o cientistas da Beoing deixou claro que podem ser necessários de 20 a 30 anos para que o jato esteja 100% operacional. No entanto, o prazo pode ser menor se os engenheiros conseguirem criar um exemplar para a Aeronáutica dos Estados Unidos.

 

"Você tem que fazer esses tipos de estudos agora para saber onde temos que empurrar a tecnologia e onde temos que avançar", comenta Bowcutt à revista Aviation Week. "Tecnologicamente, poderíamos ter uma aeronave operacional militar hipersônica, como uma espécie de 'drone', voando em 10 anos. Mas, há muita coisa que entra em um avião comercial, incluindo os requisitos de mercado, regulatórios e ambientais, então vai acontecer quando houver uma convergência dessas coisas", diz o cientista.

 

O avião conceito da Boeing estará em exibição na feira de aviação Farnborough Air Show, no Reino Unido, que será realizada entre os dias 16 e 22 de julho.

A aeronave hipersônica da Boeing chegará à atmosfera (28 km de altitude) e alcançará uma velocidade cinco vezes maior que a do som, ou seja, Mach 5 (seis mil km/h).


 


Durante conferência realizada no dia 26 de junho de 2018, no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica, em Atlanta, na Geórgia (EUA), a fabricante americana de aviões Boeing revelou que está produzindo uma aeronave que permitirá a viagem entre Nova Iorque e Londres, atravessando o oceano Atlântico, em apenas duas horas.


 


Embora os responsáveis pela ideia enfatizem que trata-se de um conceito em estágio inicial, a estimativa é que o novo avião de passageiros tenha uso comercial e militar.


 


"Estamos entusiasmados com o potencial da tecnologia hipersônica para conectar o mundo mais rápido do que nunca", comenta o cientista sênior Kevin Bowcutt, chefe de hipersônicos da Boeing, em comunicado enviado à imprensa. "A Boeing está construindo uma base de seis décadas de trabalho projetando, desenvolvendo e pilotando veículos hipersônicos experimentais, o que nos torna a companhia certa para liderar o esforço de trazer essa tecnologia para o mercado no futuro", completa Bowcutt.


 


PATROCINADORES

De acordo com a revista americana especializada em aviação Aviation Week, o conceito ainda não possui um nome, mas apresenta uma forte semelhança com o famoso Concorde, produzido pelas emrpesas British Aircraft Corporation, do Reino Unido, e a francesa Aérospatiale, e que atingia a velocidade do som (Mach ou 1.234 km/h) – foi "aposentado" no ano de 2003. Mas, o protótipo da Boeing deve oferecer uma "capacidade de passageiros maior do que os jatos executivos de longo alcance, mas menor que o 737 [da própria Boeing e que leva até 215 pessoas]". O Concorde, podia acomodar de 92 a 128 passageiros, era um jato de passageiros supersônico movido a turbojato e voava na velocidade de Mach 2.04.


 


Por sua vez, o novo conceito poderá alcançar velocidades de cinco vezes a do som (Mach 5), ou seja, cerca de seis mil km/h, chegando a uma altitude de cruzeiro projetada de 28,9 km. Com isso, o futuro avião da Boeing seria capaz de atravessar o Atlântico em duas horas e o Pacífico em apenas três. Atualmente, leva cerca de sete horas para um jato de passageiros sair de Nova Iorque e chegar em Londres, enquanto um voo sem escalas de Los Angeles para Tóquio pode levar cerca de 12 horas para ser concluído.


 


Embora Kevin Bowcutt não tenha citado uma data de lançamento da aeronave hipersônica, o cientistas da Beoing deixou claro que podem ser necessários de 20 a 30 anos para que o jato esteja 100% operacional. No entanto, o prazo pode ser menor se os engenheiros conseguirem criar um exemplar para a Aeronáutica dos Estados Unidos.


 


"Você tem que fazer esses tipos de estudos agora para saber onde temos que empurrar a tecnologia e onde temos que avançar", comenta Bowcutt à revista Aviation Week. "Tecnologicamente, poderíamos ter uma aeronave operacional militar hipersônica, como uma espécie de 'drone', voando em 10 anos. Mas, há muita coisa que entra em um avião comercial, incluindo os requisitos de mercado, regulatórios e ambientais, então vai acontecer quando houver uma convergência dessas coisas", diz o cientista.


 


O avião conceito da Boeing estará em exibição na feira de aviação Farnborough Air Show, no Reino Unido, que será realizada entre os dias 16 e 22 de julho.


A aeronave hipersônica da Boeing chegará à atmosfera (28 km de altitude) e alcançará uma velocidade cinco vezes maior que a do som, ou seja, Mach 5 (seis mil km/h).



Durante conferência realizada no dia 26 de junho de 2018, no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica, em Atlanta, na Geórgia (EUA), a fabricante americana de aviões Boeing revelou que está produzindo uma aeronave que permitirá a viagem entre Nova Iorque e Londres, atravessando o oceano Atlântico, em apenas duas horas.



Embora os responsáveis pela ideia enfatizem que trata-se de um conceito em estágio inicial, a estimativa é que o novo avião de passageiros tenha uso comercial e militar.



PATROCINADORES

"Estamos entusiasmados com o potencial da tecnologia hipersônica para conectar o mundo mais rápido do que nunca", comenta o cientista sênior Kevin Bowcutt, chefe de hipersônicos da Boeing, em comunicado enviado à imprensa. "A Boeing está construindo uma base de seis décadas de trabalho projetando, desenvolvendo e pilotando veículos hipersônicos experimentais, o que nos torna a companhia certa para liderar o esforço de trazer essa tecnologia para o mercado no futuro", completa Bowcutt.



De acordo com a revista americana especializada em aviação Aviation Week, o conceito ainda não possui um nome, mas apresenta uma forte semelhança com o famoso Concorde, produzido pelas emrpesas British Aircraft Corporation, do Reino Unido, e a francesa Aérospatiale, e que atingia a velocidade do som (Mach ou 1.234 km/h) – foi "aposentado" no ano de 2003. Mas, o protótipo da Boeing deve oferecer uma "capacidade de passageiros maior do que os jatos executivos de longo alcance, mas menor que o 737 [da própria Boeing e que leva até 215 pessoas]". O Concorde, podia acomodar de 92 a 128 passageiros, era um jato de passageiros supersônico movido a turbojato e voava na velocidade de Mach 2.04.



PATROCINADORES

Por sua vez, o novo conceito poderá alcançar velocidades de cinco vezes a do som (Mach 5), ou seja, cerca de seis mil km/h, chegando a uma altitude de cruzeiro projetada de 28,9 km. Com isso, o futuro avião da Boeing seria capaz de atravessar o Atlântico em duas horas e o Pacífico em apenas três. Atualmente, leva cerca de sete horas para um jato de passageiros sair de Nova Iorque e chegar em Londres, enquanto um voo sem escalas de Los Angeles para Tóquio pode levar cerca de 12 horas para ser concluído.



Embora Kevin Bowcutt não tenha citado uma data de lançamento da aeronave hipersônica, o cientistas da Beoing deixou claro que podem ser necessários de 20 a 30 anos para que o jato esteja 100% operacional. No entanto, o prazo pode ser menor se os engenheiros conseguirem criar um exemplar para a Aeronáutica dos Estados Unidos.



"Você tem que fazer esses tipos de estudos agora para saber onde temos que empurrar a tecnologia e onde temos que avançar", comenta Bowcutt à revista Aviation Week. "Tecnologicamente, poderíamos ter uma aeronave operacional militar hipersônica, como uma espécie de 'drone', voando em 10 anos. Mas, há muita coisa que entra em um avião comercial, incluindo os requisitos de mercado, regulatórios e ambientais, então vai acontecer quando houver uma convergência dessas coisas", diz o cientista.



O avião conceito da Boeing estará em exibição na feira de aviação Farnborough Air Show, no Reino Unido, que será realizada entre os dias 16 e 22 de julho.



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