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Seu cérebro não resiste a brigadeiro — e a ciência sabe o porquê


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18/06/2018

A grande questão é ser egoísta e reunir dois nutrientes, ao mesmo tempo, que o cérebro adora: gorduras e carboidratos.

 

Não é a toa que o brigadeiro é um dos quitutes típicos do Brasil. Nessa época de Copa do Mundo, nada melhor do que apresentar para um gringo algo que é tão paixão nacional quanto o futebol. Até porque ninguém, de qualquer nacionalidade, resiste a esse montinho de chocolate concentrado. E a causa está nos seus nutrientes.

 

Quando você estiver na bad e sentir vontade instantânea de comer chocolate, não se culpe. O ser humano é um animal com características cognitivas complexas: para nós, comer é bem mais que apenas uma fonte de energia para o corpo. E um estudo recente, feito na Universidade de Yale, examinou exatamente como nossos cérebros respondem à comida. O resultado comprovou que alimentos ricos em carboidratos e gorduras desencadeiam uma quantidade gigante de reações no centro de recompensa do cérebro — bem mais que outros alimentos. Mas, de novo: carboidratos E gorduras. Os dois. Para ser irresistível, tem que ser calórico e gorduroso, como nosso bom e velho brigadeiro.

 

 

Donut é o brigadeiro dos americanos: eles não resistem a um.

 

 

A psiquiatra Dana Small, uma das líderes da pesquisa, acredita que temos um sistema no cérebro para avaliar alimentos gordurosos e outro para comidas ricas em carboidratos. Se o alimento tiver ambos os nutrientes e ativar os dois sistemas ao mesmo tempo, isso engana o cérebro, que acaba produzindo quase o dobro de dopamina (o mensageiro químico responsável pelo prazer) que deveria. E podemos atestar isso na prática. Arroz é rico em carboidratos, mas não é a coisa mais gostosa do mundo. Torresmo é gordura pura, mas muito gente dispensa. Agora, donuts, chocolate, batata frita… Ricos nos dois, e quase irresistíveis.

 

Isso tudo pode ser culpa de Darwin. A pesquisadora acredita que, quando o cérebro humano evoluiu, nossos ancestrais caçadores-coletores mantiveram uma dieta de, basicamente, plantas e carne. Encontrar alimentos ricos em carboidratos e gordura era raríssimo — eles ainda não sabiam como tirar chocolate do cacau, por exemplo. Assim, nosso cérebro se anima quando entra em contato com esses alimentos e libera bastante dopamina.

 

 

Também é terrível resistir ao equivalente brasileiro do donut, o famoso sonho.

 

 

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores examinaram a atividade cerebral de voluntários mortos de fome. Foram mostradas imagens de alimentos ricos em carboidratos, como doces; ricos em gordura, como queijo; ou rico em ambos, como donuts. Após as varreduras das imagens do cérebro, os voluntários foram convidados a oferecer dinheiro em um leilão para escolher a comida que eles queriam em um lanche.

 

Analisando os resultados, a equipe comprovou que os alimentos ricos em carboidratos e gorduras provocavam muito mais atividade no corpo estriado do cérebro — região envolvida no sistema de recompensa, que libera a dopamina —, em comparação com alimentos que continham apenas carboidratos ou gordura. Outra descoberta é que os participantes estavam muito dispostos a pagar mais pelos quitutes ricos em carboidratos e gordura, apesar de todos as comidas terem o mesmo poder em calorias. Agora entendemos porque gastamos 12 reais em um brigadeiro gourmet.

A grande questão é ser egoísta e reunir dois nutrientes, ao mesmo tempo, que o cérebro adora: gorduras e carboidratos.


 


Não é a toa que o brigadeiro é um dos quitutes típicos do Brasil. Nessa época de Copa do Mundo, nada melhor do que apresentar para um gringo algo que é tão paixão nacional quanto o futebol. Até porque ninguém, de qualquer nacionalidade, resiste a esse montinho de chocolate concentrado. E a causa está nos seus nutrientes.


 


Quando você estiver na bad e sentir vontade instantânea de comer chocolate, não se culpe. O ser humano é um animal com características cognitivas complexas: para nós, comer é bem mais que apenas uma fonte de energia para o corpo. E um estudo recente, feito na Universidade de Yale, examinou exatamente como nossos cérebros respondem à comida. O resultado comprovou que alimentos ricos em carboidratos e gorduras desencadeiam uma quantidade gigante de reações no centro de recompensa do cérebro — bem mais que outros alimentos. Mas, de novo: carboidratos E gorduras. Os dois. Para ser irresistível, tem que ser calórico e gorduroso, como nosso bom e velho brigadeiro.


 


 



Donut é o brigadeiro dos americanos: eles não resistem a um.


 


 


PATROCINADORES

A psiquiatra Dana Small, uma das líderes da pesquisa, acredita que temos um sistema no cérebro para avaliar alimentos gordurosos e outro para comidas ricas em carboidratos. Se o alimento tiver ambos os nutrientes e ativar os dois sistemas ao mesmo tempo, isso engana o cérebro, que acaba produzindo quase o dobro de dopamina (o mensageiro químico responsável pelo prazer) que deveria. E podemos atestar isso na prática. Arroz é rico em carboidratos, mas não é a coisa mais gostosa do mundo. Torresmo é gordura pura, mas muito gente dispensa. Agora, donuts, chocolate, batata frita… Ricos nos dois, e quase irresistíveis.


 


Isso tudo pode ser culpa de Darwin. A pesquisadora acredita que, quando o cérebro humano evoluiu, nossos ancestrais caçadores-coletores mantiveram uma dieta de, basicamente, plantas e carne. Encontrar alimentos ricos em carboidratos e gordura era raríssimo — eles ainda não sabiam como tirar chocolate do cacau, por exemplo. Assim, nosso cérebro se anima quando entra em contato com esses alimentos e libera bastante dopamina.


 


 



Também é terrível resistir ao equivalente brasileiro do donut, o famoso sonho.


 


 


Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores examinaram a atividade cerebral de voluntários mortos de fome. Foram mostradas imagens de alimentos ricos em carboidratos, como doces; ricos em gordura, como queijo; ou rico em ambos, como donuts. Após as varreduras das imagens do cérebro, os voluntários foram convidados a oferecer dinheiro em um leilão para escolher a comida que eles queriam em um lanche.


 


Analisando os resultados, a equipe comprovou que os alimentos ricos em carboidratos e gorduras provocavam muito mais atividade no corpo estriado do cérebro — região envolvida no sistema de recompensa, que libera a dopamina —, em comparação com alimentos que continham apenas carboidratos ou gordura. Outra descoberta é que os participantes estavam muito dispostos a pagar mais pelos quitutes ricos em carboidratos e gordura, apesar de todos as comidas terem o mesmo poder em calorias. Agora entendemos porque gastamos 12 reais em um brigadeiro gourmet.


A grande questão é ser egoísta e reunir dois nutrientes, ao mesmo tempo, que o cérebro adora: gorduras e carboidratos.



Não é a toa que o brigadeiro é um dos quitutes típicos do Brasil. Nessa época de Copa do Mundo, nada melhor do que apresentar para um gringo algo que é tão paixão nacional quanto o futebol. Até porque ninguém, de qualquer nacionalidade, resiste a esse montinho de chocolate concentrado. E a causa está nos seus nutrientes.



Quando você estiver na bad e sentir vontade instantânea de comer chocolate, não se culpe. O ser humano é um animal com características cognitivas complexas: para nós, comer é bem mais que apenas uma fonte de energia para o corpo. E um estudo recente, feito na Universidade de Yale, examinou exatamente como nossos cérebros respondem à comida. O resultado comprovou que alimentos ricos em carboidratos e gorduras desencadeiam uma quantidade gigante de reações no centro de recompensa do cérebro — bem mais que outros alimentos. Mas, de novo: carboidratos E gorduras. Os dois. Para ser irresistível, tem que ser calórico e gorduroso, como nosso bom e velho brigadeiro.



PATROCINADORES



Donut é o brigadeiro dos americanos: eles não resistem a um.



A psiquiatra Dana Small, uma das líderes da pesquisa, acredita que temos um sistema no cérebro para avaliar alimentos gordurosos e outro para comidas ricas em carboidratos. Se o alimento tiver ambos os nutrientes e ativar os dois sistemas ao mesmo tempo, isso engana o cérebro, que acaba produzindo quase o dobro de dopamina (o mensageiro químico responsável pelo prazer) que deveria. E podemos atestar isso na prática. Arroz é rico em carboidratos, mas não é a coisa mais gostosa do mundo. Torresmo é gordura pura, mas muito gente dispensa. Agora, donuts, chocolate, batata frita… Ricos nos dois, e quase irresistíveis.



Isso tudo pode ser culpa de Darwin. A pesquisadora acredita que, quando o cérebro humano evoluiu, nossos ancestrais caçadores-coletores mantiveram uma dieta de, basicamente, plantas e carne. Encontrar alimentos ricos em carboidratos e gordura era raríssimo — eles ainda não sabiam como tirar chocolate do cacau, por exemplo. Assim, nosso cérebro se anima quando entra em contato com esses alimentos e libera bastante dopamina.



PATROCINADORES



Também é terrível resistir ao equivalente brasileiro do donut, o famoso sonho.



Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores examinaram a atividade cerebral de voluntários mortos de fome. Foram mostradas imagens de alimentos ricos em carboidratos, como doces; ricos em gordura, como queijo; ou rico em ambos, como donuts. Após as varreduras das imagens do cérebro, os voluntários foram convidados a oferecer dinheiro em um leilão para escolher a comida que eles queriam em um lanche.



Analisando os resultados, a equipe comprovou que os alimentos ricos em carboidratos e gorduras provocavam muito mais atividade no corpo estriado do cérebro — região envolvida no sistema de recompensa, que libera a dopamina —, em comparação com alimentos que continham apenas carboidratos ou gordura. Outra descoberta é que os participantes estavam muito dispostos a pagar mais pelos quitutes ricos em carboidratos e gordura, apesar de todos as comidas terem o mesmo poder em calorias. Agora entendemos porque gastamos 12 reais em um brigadeiro gourmet.



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