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Esporte

Rodízio de capitães: gestão democrática ou falta de liderança?


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18/06/2018

De Dunga a Carlos Alberto Torres, Brasil foi campeão com líderes fortes em campo.

 

Menos de três meses antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, o técnico Tite deu um presente a todos os jogadores, sabendo que isso seria importante para que, num futuro próximo, ele conseguisse implantar sua filosofia de um grupo horizontal. Uma foto postada no Instagram pelo lateral Marcelo, escolhido para ser o primeiro capitão neste Mundial, mostrava a publicação “Liderar com Coração” escrito pelo técnico de basquete norte-americano Mike Krzyzewski. Naquele momento, a proposta era municiar os atletas de mensagens e ferramentas para que todos pudessem compartilhar a responsabilidade pelos sucessos e fracassos do grupo verde-amarelo e ia ao encontro da opção de realizar um rodízio de capitães.

 

A circulação da faixa de capitão segue acontecendo na seleção brasileira durante esta Copa, mas, pelo menos na partida contra a Suíça, a sensação é de que o grupo sentiu falta de um líder dentro das quatro linhas. Nos momentos em que era necessário uma referência em campo, seja para pressionar o juiz nos lances polêmicos ou até para modificar a maneira de jogar quando esta não estava funcionando, a característica de liderança não apareceu nos 90 minutos. Mas a seleção está órfã de jogadores capazes de “com suas palavras e ações, influenciar o pensamento e o comportamento dos outros”, como define o dicionário a função de um líder?

 

Marcelo, na entrevista coletiva na véspera da estreia, disse que estava pronto e feliz com o papel que assumiria na estreia. Afirmou que desde os 24 anos desempenhava, como segundo capitão, essa função no Real Madrid. Agora, aos 30, estaria ainda mais experiente e com conteúdo para ser essa referência. Mas, no primeiro teste, deixou a desejar.

 

É certo que não fosse o corte de Daniel Alves, lesionado pouco antes de o Mundial começar, o mais experiente jogador da seleção seria credenciado ao posto de representante do escrete canarinho.

 

Sem ele em campo, seria de Neymar, o craque do grupo, esse papel? O camisa 10 já provou, em outras circunstâncias, seja reclamando excessivamente ou insistindo em jogar sozinho, que não tem os requisitos fundamentais para exercê-lo. Nas mãos de quem estaria bem cuidada a faixa de capitão? Thiago Silva, por exemplo, já carregou com competência a faixa de líder do Paris Saint-Germain por mais de 200 jogos. Seria Paulinho, o homem de confiança do treinador para a implantação de seu esquema tático, o indicado?

 

A questão ainda segue sem reposta. Somente na véspera da partida contra a Costa Rica, que será decisiva para as pretensões da seleção brasileira nesta primeira fase da Copa do Mundo, saberemos se Tite irá optar por manter o revezamento da faixa ou se elegerá um de seus jogadores para ser a referência tanto de postura quanto de saber o que fazer com a bola no pé.

 

 

O rodízio de capitães

 

Veja quem vestiu a braçadeira com Tite:

 

  • Daniel Alves - 4 vezes
  • Miranda - 3 vezes
  • Marcelo - 2 vezes
  • Neymar, Thiago Silva, Philippe Coutinho, Alisson, Renato Augusto, Filipe Luís, Fernandinho, Paulinho, Casemiro, Marquinhos, Willian, Gabriel Jesus e Robinho - 1 vez.

De Dunga a Carlos Alberto Torres, Brasil foi campeão com líderes fortes em campo.


 


Menos de três meses antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, o técnico Tite deu um presente a todos os jogadores, sabendo que isso seria importante para que, num futuro próximo, ele conseguisse implantar sua filosofia de um grupo horizontal. Uma foto postada no Instagram pelo lateral Marcelo, escolhido para ser o primeiro capitão neste Mundial, mostrava a publicação “Liderar com Coração” escrito pelo técnico de basquete norte-americano Mike Krzyzewski. Naquele momento, a proposta era municiar os atletas de mensagens e ferramentas para que todos pudessem compartilhar a responsabilidade pelos sucessos e fracassos do grupo verde-amarelo e ia ao encontro da opção de realizar um rodízio de capitães.


 


A circulação da faixa de capitão segue acontecendo na seleção brasileira durante esta Copa, mas, pelo menos na partida contra a Suíça, a sensação é de que o grupo sentiu falta de um líder dentro das quatro linhas. Nos momentos em que era necessário uma referência em campo, seja para pressionar o juiz nos lances polêmicos ou até para modificar a maneira de jogar quando esta não estava funcionando, a característica de liderança não apareceu nos 90 minutos. Mas a seleção está órfã de jogadores capazes de “com suas palavras e ações, influenciar o pensamento e o comportamento dos outros”, como define o dicionário a função de um líder?


 


Marcelo, na entrevista coletiva na véspera da estreia, disse que estava pronto e feliz com o papel que assumiria na estreia. Afirmou que desde os 24 anos desempenhava, como segundo capitão, essa função no Real Madrid. Agora, aos 30, estaria ainda mais experiente e com conteúdo para ser essa referência. Mas, no primeiro teste, deixou a desejar.


 


É certo que não fosse o corte de Daniel Alves, lesionado pouco antes de o Mundial começar, o mais experiente jogador da seleção seria credenciado ao posto de representante do escrete canarinho.


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Sem ele em campo, seria de Neymar, o craque do grupo, esse papel? O camisa 10 já provou, em outras circunstâncias, seja reclamando excessivamente ou insistindo em jogar sozinho, que não tem os requisitos fundamentais para exercê-lo. Nas mãos de quem estaria bem cuidada a faixa de capitão? Thiago Silva, por exemplo, já carregou com competência a faixa de líder do Paris Saint-Germain por mais de 200 jogos. Seria Paulinho, o homem de confiança do treinador para a implantação de seu esquema tático, o indicado?


 


A questão ainda segue sem reposta. Somente na véspera da partida contra a Costa Rica, que será decisiva para as pretensões da seleção brasileira nesta primeira fase da Copa do Mundo, saberemos se Tite irá optar por manter o revezamento da faixa ou se elegerá um de seus jogadores para ser a referência tanto de postura quanto de saber o que fazer com a bola no pé.


 


 


O rodízio de capitães


 


Veja quem vestiu a braçadeira com Tite:


 

  • Daniel Alves - 4 vezes
  • Miranda - 3 vezes
  • Marcelo - 2 vezes
  • Neymar, Thiago Silva, Philippe Coutinho, Alisson, Renato Augusto, Filipe Luís, Fernandinho, Paulinho, Casemiro, Marquinhos, Willian, Gabriel Jesus e Robinho - 1 vez.

De Dunga a Carlos Alberto Torres, Brasil foi campeão com líderes fortes em campo.



Menos de três meses antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, o técnico Tite deu um presente a todos os jogadores, sabendo que isso seria importante para que, num futuro próximo, ele conseguisse implantar sua filosofia de um grupo horizontal. Uma foto postada no Instagram pelo lateral Marcelo, escolhido para ser o primeiro capitão neste Mundial, mostrava a publicação “Liderar com Coração” escrito pelo técnico de basquete norte-americano Mike Krzyzewski. Naquele momento, a proposta era municiar os atletas de mensagens e ferramentas para que todos pudessem compartilhar a responsabilidade pelos sucessos e fracassos do grupo verde-amarelo e ia ao encontro da opção de realizar um rodízio de capitães.



A circulação da faixa de capitão segue acontecendo na seleção brasileira durante esta Copa, mas, pelo menos na partida contra a Suíça, a sensação é de que o grupo sentiu falta de um líder dentro das quatro linhas. Nos momentos em que era necessário uma referência em campo, seja para pressionar o juiz nos lances polêmicos ou até para modificar a maneira de jogar quando esta não estava funcionando, a característica de liderança não apareceu nos 90 minutos. Mas a seleção está órfã de jogadores capazes de “com suas palavras e ações, influenciar o pensamento e o comportamento dos outros”, como define o dicionário a função de um líder?



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Marcelo, na entrevista coletiva na véspera da estreia, disse que estava pronto e feliz com o papel que assumiria na estreia. Afirmou que desde os 24 anos desempenhava, como segundo capitão, essa função no Real Madrid. Agora, aos 30, estaria ainda mais experiente e com conteúdo para ser essa referência. Mas, no primeiro teste, deixou a desejar.



É certo que não fosse o corte de Daniel Alves, lesionado pouco antes de o Mundial começar, o mais experiente jogador da seleção seria credenciado ao posto de representante do escrete canarinho.



Sem ele em campo, seria de Neymar, o craque do grupo, esse papel? O camisa 10 já provou, em outras circunstâncias, seja reclamando excessivamente ou insistindo em jogar sozinho, que não tem os requisitos fundamentais para exercê-lo. Nas mãos de quem estaria bem cuidada a faixa de capitão? Thiago Silva, por exemplo, já carregou com competência a faixa de líder do Paris Saint-Germain por mais de 200 jogos. Seria Paulinho, o homem de confiança do treinador para a implantação de seu esquema tático, o indicado?



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A questão ainda segue sem reposta. Somente na véspera da partida contra a Costa Rica, que será decisiva para as pretensões da seleção brasileira nesta primeira fase da Copa do Mundo, saberemos se Tite irá optar por manter o revezamento da faixa ou se elegerá um de seus jogadores para ser a referência tanto de postura quanto de saber o que fazer com a bola no pé.



O rodízio de capitães



Veja quem vestiu a braçadeira com Tite:



 

  • Daniel Alves - 4 vezes
  • Miranda - 3 vezes
  • Marcelo - 2 vezes
  • Neymar, Thiago Silva, Philippe Coutinho, Alisson, Renato Augusto, Filipe Luís, Fernandinho, Paulinho, Casemiro, Marquinhos, Willian, Gabriel Jesus e Robinho - 1 vez.


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