Sul de Minas
Acusados de matar estudante em Extrema começam a ser julgados em Cambuí

04/12/2017

Larissa foi encontrada morta com requintes de crueldade em outubro de 2015; inquérito foi concluído e suspeitos estão presos.

 

Matéria extraída do G1

 

Os acusados de terem participado da morte da universitária Larissa Gonçalves de Souza, na época com 21 anos, começam a ser julgados nesta segunda-feira (4) em Cambuí. A jovem foi encontrada morta em Extrema em outubro de 2015, após ter ficado 11 dias desaparecida.

 

Respondem pela morte o ex-comerciante José Roberto Freire, acusado de ser o mentor do crime, e Valdeir Bispo dos Santos e Rosiane Rosa da Silva, que admitiram ter levado a jovem da rodoviária de Extrema. Segundo apontou o inquérito, o casal teria recebido R$ 1 mil para matar a universitária.

 

Dos acusados, apenas Rosiane Rosa não será julgada na sessão desta segunda-feira. A defesa alegou problema de saúde.

 

O ex-namorado de Larissa, Lucas Gamero, chegou a ser preso, mas foi liberado e não é sequer citado no processo, já que as investigações não encontraram evidências de que ele tivesse participado do crime.

 

 

Crueldade

 

O crime chocou os moradores da cidade, especialmente após a perícia ter apontado que Larissa foi morta com requintes de crueldade. Segundo a médica legista responsável pelo caso, Tatiana Telles Koeler de Matos, a jovem teve os punhos amarrados aos tornozelos com fios elétricos, a cabeça envolta com fita adesiva, fraturas em dois pontos do maxilar e apresentava marcas de estrangulamento.

 

Além disso, a legista acredita que um peso de academia foi usado no rosto da jovem.

 

 

Corpo foi encontrado em local na Serra do Lopo, ponto turístico de Extrema.

 

 

Revolta

 

Após o corpo de Larissa ser encontrado e a polícia prender Freire, centenas de moradores de Extrema foram até a loja do comerciante, depredaram e atearam fogo no local. O tumulto só foi controlado com a chegada de policiais, mas ninguém foi detido.

 

 

Loja de suspeito ficou destruída após ação de moradores em Extrema. 

 

 

Investigações

 

Após ser preso, Freire admitiu ter planejado o crime, mas acusou o namorado de Larissa, o modelo Lucas Gamero, de ter participação no crime. O rapaz chegou a ser preso preventivamente, mas foi liberado e inocentado durante as investigações. O casal suspeito de ter cometido o crime também foi preso dias depois, após imagens de uma camêra de segurança mostrarem eles deixando a rodoviária em um carro com a estudante.

 

Em depoimento à polícia, Valdeir Bispo dos Santos confessou ter participado da abordagem à universitária, mas negou ser o autor do crime. Ele acusou o comerciante de ter sido o autor do crime. A outra suspeita presa é a enfermeira Rosiane Rosa da Silva, apontada como comparsa de Santos.

 

 

Motivação

 

O crime teria sido motivado pelos ciúmes que Freire tinha do namorado da estudante. Além disso, Freire afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com o rapaz e eles temiam que Larissa tornasse a história pública.

 

Gamero trabalhava e era modelo na loja do comerciante, mas negou que mantivesse o relacionamento. Ele ficou preso por pouco mais de uma semana em novembro de 2015, mas a polícia não encontrou indícios de que ele tivesse participado do crime.

 

 

Dor

 

Dois anos após o crime, a família de Larissa ainda tenta superar a morte da jovem. Em entrevista recente ao G1, a mãe da estudante, Maria Nicéia de Oliveira Souza, revelou que não teve coragem de mexer no quarto da filha, que ainda está intacto.

 

 

Quarto de Larissa continua do mesmo jeito desde morte da jovem em Extrema.

Fonte: G1
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